FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Paciente com resultado de teste urinário positivo para gestação e DUM há 5 semanas procurou pronto-socorro com queixa de sangramento vaginal. Ao exame: útero intrapélvico, colo epitelizado, discreto sangramento coletado em fundo vaginal, sem sangramento ativo, colo impérvio. Realizado BHCG quantitativo com valor de 2400 mLU/mL e USTV evidenciando saco gestacional tópico de 14 mm de diâmetro médio, com vesícula vitelínica de 3 mm, não sendo visualizado embrião. O diagnóstico e conduta adequados são:
Sangramento vaginal + SG 14mm sem embrião + colo impérvio = Ameaça de abortamento; repetir USTV em 10-14 dias.
Diante de sangramento vaginal no primeiro trimestre com colo impérvio e saco gestacional visível, mas sem embrião em 5 semanas, o diagnóstico mais provável é ameaça de abortamento. É crucial repetir a ultrassonografia em 10-14 dias para reavaliar a vitalidade e o desenvolvimento embrionário, pois pode ser uma gestação muito inicial para visualizar o embrião.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gestação é uma queixa comum, ocorrendo em cerca de 20-30% das gestações. Embora possa ser um sinal de abortamento, muitas vezes a gestação evolui normalmente. A avaliação inicial inclui exame físico para determinar a condição do colo uterino (aberto ou fechado) e ultrassonografia transvaginal para avaliar a localização e vitalidade da gestação. A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal com ou sem dor, colo uterino fechado e presença de saco gestacional tópico com ou sem embrião visível. Nesses casos, a conduta é expectante, com repouso relativo e reavaliação ultrassonográfica em 10-14 dias para confirmar a vitalidade e o desenvolvimento embrionário. É crucial não se precipitar no diagnóstico de abortamento ou gestação anembrionada, especialmente em gestações muito precoces. Critérios rigorosos são utilizados para o diagnóstico de abortamento e gestação anembrionada. Um saco gestacional com diâmetro médio de 14mm sem embrião, como no caso, ainda está dentro da faixa em que o embrião pode não ser visível, especialmente se a datação pela DUM não for precisa. A repetição da ultrassonografia é essencial para diferenciar uma gestação viável de uma gestação não evolutiva, evitando intervenções desnecessárias.
Uma gestação anembrionada é diagnosticada quando o saco gestacional tem um diâmetro médio maior ou igual a 25 mm e não há embrião, ou quando não há batimentos cardíacos embrionários com comprimento cabeça-nádegas (CCN) maior ou igual a 7 mm.
A conduta inicial inclui repouso relativo, abstinência sexual e observação. É fundamental repetir a ultrassonografia transvaginal em 10-14 dias para reavaliar o desenvolvimento embrionário e a vitalidade fetal.
Um saco gestacional de 14mm sem embrião pode ser compatível com uma gestação muito inicial, onde o embrião ainda não é visível. Os critérios para gestação anembrionada exigem um saco gestacional maior (>= 25mm) ou um tempo de espera adequado para confirmação.
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