SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Paciente 23 anos, tercigesta (duas cesarianas anteriores) e na 8º semana de gravidez, refere dor tipo cólica em baixo ventre e sangramento genital em pequena intensidade. Ao exame: toque vaginal fechado com sangramento discreto em dedo de luva e útero aumentado de volume compatível com a gestação. Assinale a alternativa que indica a conduta mais adequada.
Ameaça de abortamento (colo fechado, sangramento leve) → USG, analgésicos, repouso relativo, abstinência sexual.
Em caso de ameaça de abortamento (sangramento leve, dor tipo cólica, colo fechado), a conduta inicial inclui solicitar ultrassonografia para avaliar a vitalidade e localização da gestação, prescrever analgésicos e antiespasmódicos para alívio sintomático, e recomendar repouso relativo e abstinência sexual. A progesterona não tem evidência robusta para prevenir abortamento em todos os casos de ameaça, sendo seu uso mais específico para pacientes com histórico de abortamento de repetição ou colo curto.
A ameaça de abortamento é uma das intercorrências mais comuns no primeiro trimestre da gravidez, caracterizada por sangramento vaginal e/ou dor tipo cólica, com o colo uterino fechado e a gestação ainda intrauterina e viável. É fundamental diferenciar essa condição de um abortamento inevitável ou incompleto, onde o colo já está aberto ou há eliminação de produtos da concepção. A abordagem inicial deve ser cuidadosa e tranquilizadora para a paciente. A conduta mais adequada para a ameaça de abortamento envolve a solicitação de uma ultrassonografia para avaliar a vitalidade embrionária/fetal, a localização da gestação e a presença de descolamentos. Além disso, o manejo inclui o alívio sintomático com analgésicos e antiespasmódicos para a dor, e a recomendação de repouso relativo e abstinência sexual. Essas medidas visam reduzir o estresse e a atividade uterina, embora sua eficácia na prevenção do abortamento não seja totalmente comprovada por evidências robustas. É importante ressaltar que o uso rotineiro de progesterona em todos os casos de ameaça de abortamento não é universalmente recomendado, sendo mais indicado em situações específicas como histórico de abortamento de repetição ou insuficiência do colo uterino. Para residentes, a compreensão da fisiopatologia e a aplicação de uma conduta baseada em evidências são cruciais para um manejo adequado e seguro da gestante, evitando intervenções desnecessárias e garantindo o melhor desfecho possível.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal de pequena intensidade, geralmente indolor ou acompanhado de dor tipo cólica leve, com o colo uterino fechado e a gestação ainda viável.
A ultrassonografia é crucial para confirmar a vitalidade embrionária ou fetal, determinar a idade gestacional, localizar a gestação (descartando ectópica) e identificar possíveis causas do sangramento, como descolamento ovular.
Embora não haja evidências robustas de que repouso absoluto ou abstinência sexual previnam o abortamento, são medidas tradicionalmente recomendadas para reduzir o desconforto e a ansiedade materna, além de diminuir o risco de irritação cervical.
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