UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021
J.H.G, 29 ANOS, G2P0A1, idade gestacional de 13 semanas baseada na data da última menstruação, apresentando leve dor tipo cólica e pequeno sangramento via vaginal em borra de café. Ao exame obstétrico, observa-se útero abaixo da sínfise púbica, não sendo possível ausculta de batimentos cardíacos fetais. Ao exame especular, colo com orifício externo fechado e presença de pequena quantidade de sangramento em fundo de saco posterior. Ao toque vaginal, útero intrapélvico, colo fechado e anexos não palpáveis. Sobre este caso, é correto afirmar que se trata de
Sangramento vaginal + cólica leve + colo fechado na gestação inicial = Ameaça de abortamento. USG para confirmar vitalidade.
O quadro de sangramento vaginal e dor tipo cólica leve em gestante de primeiro trimestre, com colo uterino fechado, é classicamente descrito como ameaça de abortamento. A ausência de ausculta de BCF com Doppler manual em 13 semanas não é diagnóstica de óbito fetal, sendo imperativa a realização de ultrassonografia transvaginal para avaliar a vitalidade embrionária/fetal e a localização da gestação.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gestação é uma queixa comum e sempre gera preocupação. A ameaça de abortamento é a causa mais frequente, caracterizada por sangramento vaginal de intensidade variável, geralmente acompanhado de dor tipo cólica leve, mas com o colo uterino fechado e sem eliminação de tecidos. É crucial diferenciar essa condição de outras causas de sangramento, como abortamento inevitável, abortamento retido, prenhez ectópica ou mola hidatiforme. A fisiopatologia da ameaça de abortamento pode envolver descolamentos ovulares ou alterações hormonais, mas muitas vezes a causa específica não é identificada. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e no exame físico (colo fechado), mas a ultrassonografia transvaginal é indispensável para confirmar a vitalidade embrionária/fetal, avaliar a localização da gestação e descartar outras patologias. A ausência de ausculta de batimentos cardíacos fetais com Doppler manual em 13 semanas não é suficiente para diagnosticar óbito fetal, pois a sensibilidade do Doppler pode ser limitada nessa idade gestacional. A conduta na ameaça de abortamento tradicionalmente inclui repouso relativo e abstinência sexual, embora a eficácia dessas medidas seja debatida. O mais importante é o acompanhamento rigoroso, com ultrassonografias seriadas para monitorar a evolução da gestação. O prognóstico é variável, e muitas gestações com ameaça de abortamento progridem normalmente, enquanto outras evoluem para abortamento.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal de intensidade variável (geralmente leve) e/ou dor tipo cólica leve no abdome inferior, com o colo uterino fechado e sem eliminação de produtos da concepção.
A conduta inicial inclui repouso relativo, abstinência sexual e, crucialmente, a realização de ultrassonografia transvaginal para confirmar a vitalidade embrionária/fetal, avaliar a localização da gestação e descartar outras causas de sangramento.
A ultrassonografia transvaginal é essencial para diferenciar ameaça de abortamento de abortamento inevitável, abortamento retido, prenhez ectópica ou mola hidatiforme, ao avaliar a presença de batimentos cardíacos fetais, o tamanho do saco gestacional e a presença de descolamentos.
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