Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Primigesta, 28 anos, refere estar grávida há 2 meses e está com sangramento vaginal e cólica abdominal há 5 dias. Foi atendida no pronto-socorro com presença de sangue coletado em fundo vaginal, útero aumentado 2 vezes de tamanho e colo impérvio. À ultrassonografia observou-se embrião com 105 batimentos cardíacos fetais, diâmetro de saco gestacional 25 mm e área de descolamento ovular de 30%. A conduta mais adequada, nesse caso, deve ser:
Sangramento vaginal + cólica leve + colo impérvio + BCF presente = Ameaça de aborto. Conduta: observação e pré-natal.
O quadro descrito é clássico de ameaça de aborto: sangramento vaginal e cólica abdominal em gestação precoce, com colo uterino fechado e presença de batimentos cardíacos fetais. A presença de descolamento ovular de 30% é um fator de risco, mas a conduta principal ainda é conservadora, com observação e manutenção do pré-natal, pois não há evidências robustas para intervenções medicamentosas rotineiras.
A ameaça de abortamento é uma das intercorrências mais comuns na gestação precoce, afetando cerca de 20-25% das gestações clinicamente reconhecidas. É definida pela presença de sangramento vaginal e/ou cólicas abdominais antes das 20 semanas de gestação, com o colo uterino fechado e a presença de vitalidade embrionária ou fetal. Embora cause grande ansiedade nas pacientes, muitas gestações com ameaça de abortamento evoluem favoravelmente. O diagnóstico da ameaça de abortamento é clínico e ultrassonográfico. O exame físico revela um colo uterino impérvio, e a ultrassonografia transvaginal confirma a presença de um embrião com batimentos cardíacos. A presença de um hematoma subcoriônico (descolamento ovular) é um achado comum e, embora possa indicar um risco aumentado de abortamento, não altera fundamentalmente a conduta inicial, que permanece expectante. A conduta mais adequada para a ameaça de abortamento é a observação e o acompanhamento pré-natal regular. Não há evidências científicas que suportem o uso rotineiro de progesterona, relaxantes uterinos ou repouso absoluto para melhorar o prognóstico. A paciente deve ser orientada sobre os sinais de alerta (aumento do sangramento, cólicas intensas, febre) e tranquilizada. O foco é no suporte emocional e na reavaliação periódica para monitorar a evolução da gestação.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal de intensidade variável, geralmente vermelho vivo ou escuro, acompanhado ou não de cólicas abdominais leves a moderadas, em gestantes com menos de 20 semanas. Ao exame físico, o colo uterino encontra-se fechado, e a ultrassonografia confirma a presença de um embrião ou feto com batimentos cardíacos.
A conduta mais adequada é conservadora, incluindo observação domiciliar, abstinência sexual e manutenção do seguimento pré-natal. Não há evidências científicas robustas que justifiquem o uso rotineiro de progesterona, relaxantes uterinos ou repouso absoluto. O foco é monitorar a evolução do quadro e oferecer suporte emocional à paciente.
O descolamento ovular, ou hematoma subcoriônico, é a separação da membrana coriônica do endométrio. Sua presença, especialmente se for grande (como 30% da área do saco gestacional), pode aumentar o risco de abortamento. No entanto, muitos descolamentos se resolvem espontaneamente, e a conduta ainda permanece conservadora na maioria dos casos, com monitoramento ultrassonográfico.
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