Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2024
Gestante de 3 semanas, segundo cálculo da data da última menstruação, vem para consulta em pronto-socorro referindo sangramento vaginal, após ter tido relação sexual com o parceiro. Ao exame especular, observa-se sangramento vermelho vivo, coletado em pequena quantidade, sem saída ativa. Colo sem lesões, impérvio ao toque vaginal. Pressão arterial 128x78mmHg, frequência cardíaca 91 bpm, frequência respiratória 16 ipm, saturação O₂ 99%. Assinale a alternativa correta:
Sangramento vaginal precoce + colo impérvio + vitalidade materna estável → Ameaça de abortamento. Solicitar Beta HCG e tipagem Rh.
Em gestantes com sangramento vaginal no primeiro trimestre, a presença de colo uterino impérvio e estabilidade hemodinâmica materna sugere ameaça de abortamento. A conduta inicial inclui a solicitação de Beta HCG quantitativo para monitorar a evolução da gestação e tipagem sanguínea com pesquisa de fator Rh para prevenção de isoimunização.
A ameaça de abortamento é uma das intercorrências mais comuns no primeiro trimestre da gestação, caracterizada por sangramento vaginal com ou sem dor abdominal, mas sem dilatação cervical ou eliminação de produtos da concepção. Sua prevalência é significativa, e o diagnóstico precoce e a conduta adequada são fundamentais para tentar preservar a gestação e garantir a segurança materna. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico (especular e toque vaginal para avaliar o colo) e exames complementares. A estabilidade hemodinâmica da paciente e a ausência de dilatação cervical são pontos-chave que diferenciam a ameaça de abortamento de outras formas de abortamento (inevitável, em curso, completo ou incompleto). A fisiopatologia envolve uma série de fatores, desde alterações hormonais até anomalias cromossômicas, mas o objetivo inicial é a avaliação da vitalidade fetal e materna. A conduta inicial para a ameaça de abortamento inclui repouso relativo, abstinência sexual e, crucialmente, a solicitação de Beta HCG quantitativo seriado para monitorar a evolução da gestação (espera-se um aumento de pelo menos 66% em 48 horas) e ultrassonografia para avaliar a vitalidade embrionária/fetal. Além disso, a tipagem sanguínea com pesquisa de fator Rh é imperativa para todas as gestantes, especialmente em casos de sangramento, a fim de prevenir a isoimunização Rh em gestantes Rh negativas, que necessitariam de imunoglobulina anti-Rh. O acompanhamento rigoroso é essencial para o prognóstico materno-fetal.
A ameaça de abortamento é caracterizada por sangramento vaginal de pequena a moderada intensidade no primeiro trimestre da gestação, geralmente acompanhado de cólicas leves, mas com o colo uterino fechado (impérvio) e sem eliminação de produtos da concepção.
A conduta inicial inclui repouso relativo, abstinência sexual, e a solicitação de exames como Beta HCG quantitativo seriado para avaliar a vitalidade embrionária e tipagem sanguínea com pesquisa de fator Rh para prevenção de isoimunização em gestantes Rh negativas.
A tipagem sanguínea e o fator Rh são cruciais para identificar gestantes Rh negativas. Em caso de sangramento, pode ocorrer passagem de sangue fetal para a circulação materna, levando à isoimunização. A administração de imunoglobulina anti-Rh previne essa complicação em gestações futuras.
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