HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Paciente 60 anos, apresenta-se no ambulatório com dor intensa em joelho direito, súbita e com sinais flogísticos (edema e rubor). Obeso, hipertenso, dislipidêmico e diabético. Medicado com alopurinol por hiperuricemia no passado. Apresenta deformidades compatíveis com tofos gotoso em cotovelos e calcanhares. Laboratorialmente apresenta proteína C reativa elevada e ácido úrico normal. Em relação a esta situação clínica, assinale a correta:
Crise aguda de gota: ácido úrico pode estar normal; diagnóstico definitivo = cristais de urato monossódico no líquido sinovial.
Em uma crise aguda de gota, os níveis séricos de ácido úrico podem estar normais, pois o ácido úrico se desloca para o espaço articular. O diagnóstico definitivo requer a identificação de cristais de urato monossódico birrefringentes negativos no líquido sinovial por microscopia polarizada.
A gota é uma doença inflamatória articular causada pela deposição de cristais de urato monossódico em articulações e tecidos moles, resultante de hiperuricemia. Caracteriza-se por ataques agudos de artrite, geralmente monoarticular, com dor intensa, edema, rubor e calor, mais comumente na primeira articulação metatarsofalângica (podagra). A doença pode evoluir para artrite crônica e formação de tofos. O diagnóstico clínico é fortemente sugerido pela apresentação típica, mas o diagnóstico definitivo requer a identificação dos cristais de urato monossódico. É crucial ressaltar que os níveis séricos de ácido úrico podem estar normais ou até baixos durante uma crise aguda em até 30% dos pacientes, devido ao deslocamento do urato para o espaço articular. Portanto, um ácido úrico normal não descarta a gota. O padrão-ouro para o diagnóstico é a análise do líquido sinovial obtido por artrocentese, com identificação de cristais de urato monossódico birrefringentes negativos sob microscopia de luz polarizada. O tratamento da crise aguda envolve anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), colchicina ou corticosteroides. O tratamento a longo prazo visa reduzir os níveis de ácido úrico com alopurinol ou febuxostate para prevenir novas crises e a formação de tofos.
Durante uma crise aguda, o ácido úrico pode se deslocar do sangue para o espaço articular, resultando em níveis séricos temporariamente normais ou até baixos, o que não exclui o diagnóstico.
O padrão-ouro é a identificação de cristais de urato monossódico em forma de agulha, com birrefringência negativa forte, no líquido sinovial analisado por microscopia de luz polarizada.
Fatores de risco incluem hiperuricemia, obesidade, hipertensão, diabetes, dislipidemia, consumo excessivo de álcool e certos medicamentos como diuréticos tiazídicos.
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