CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Para indicarmos tratamento oclusivo em criança portadora de esotropia e baixa de visão em um olho, devemos sempre:
Antes de ocluir para ambliopia → Oftalmoscopia obrigatória para excluir causas orgânicas.
O tratamento oclusivo pressupõe que a baixa de visão é funcional (ambliopia). Deve-se descartar patologias retinianas ou do nervo óptico (ex: retinoblastoma ou cicatrizes maculares) via fundo de olho.
A abordagem do estrabismo na infância exige uma avaliação sistemática. A esotropia (desvio para dentro) associada à baixa visão sugere ambliopia, mas o médico deve sempre diferenciar a ambliopia funcional da perda visual orgânica. A realização da oftalmoscopia (fundo de olho) é o passo crítico. Patologias como persistência do vítreo primário hiperplásico, colobomas, coriorretinites e, mais gravemente, o retinoblastoma, podem se manifestar inicialmente como estrabismo e leucocoria (ou apenas baixa visão). Somente após descartar causas orgânicas e corrigir erros refrativos é que se inicia a terapia de oclusão do olho dominante.
A oclusão é o tratamento para ambliopia, que é uma baixa visual funcional por falta de estímulo. Se a criança tiver uma causa orgânica para a baixa visão, como uma cicatriz de toxoplasmose macular ou um retinoblastoma, a oclusão será ineficaz e o diagnóstico da doença de base será perigosamente retardado.
É a redução da acuidade visual em um olho decorrente da supressão cortical da imagem desse olho para evitar a diplopia causada pelo desalinhamento ocular (estrabismo). É reversível se tratada precocemente durante o período de plasticidade neural.
A correção de ametropias deve ser feita sempre, mas no contexto de indicar um tratamento oclusivo para uma suspeita de ambliopia, a prioridade absoluta é garantir que o olho não possui alterações estruturais que justifiquem a baixa visão.
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