Amamentação e Síndrome Gripal: Recomendações Essenciais

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2022

Enunciado

Uma gestante com quadro de febre há dois dias, tosse, coriza e anosmia deu entrada na maternidade em trabalho de parto. Está na 39ªsemana de gestação e nega contato com outras pessoas com síndrome gripal. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta. 

Alternativas

  1. A) A amamentação é contraindicada e deve ser oferecida uma fórmula infantil em copinho para o neonato até que os resultados dos exames da mãe sejam recebidos. 
  2. B) A amamentação é contraindicada e deve ser oferecido leite materno ordenhado para o neonato até que saiam os resultados dos exames da mãe. 
  3. C) A amamentação é contraindicada e deve ser oferecido leite materno pasteurizado para o neonato até que saiam os resultados dos exames da mãe. 
  4. D) Não há contraindicação à amamentação nem ao aleitamento materno, independentemente do resultado dos exames da mãe, mas, mesmo que haja leite materno excedente, há contraindicação para a doação de leite humano.
  5. E) Não há contraindicação à amamentação nem ao aleitamento materno, independentemente do resultado dos exames da mãe e, se houver leite materno excedente, não há contraindicação para a doação de leite humano. 

Pérola Clínica

Gestante com síndrome gripal: amamentação mantida com precauções, mas doação de leite humano é contraindicada.

Resumo-Chave

Em casos de síndrome gripal materna, incluindo suspeita de COVID-19, a amamentação não é contraindicada, desde que a mãe utilize máscara e higienize as mãos. No entanto, o leite materno excedente não deve ser doado para bancos de leite devido ao risco potencial de transmissão.

Contexto Educacional

A síndrome gripal em gestantes, especialmente em tempos de pandemias como a de COVID-19, levanta dúvidas importantes sobre a segurança do aleitamento materno. É crucial que profissionais de saúde estejam atualizados com as recomendações para garantir a saúde materno-infantil. A amamentação é um pilar fundamental da saúde do neonato, oferecendo benefícios imunológicos e nutricionais insubstituíveis. As diretrizes atuais, tanto da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto do Ministério da Saúde do Brasil, preconizam que a amamentação não deve ser contraindicada em casos de síndrome gripal materna, incluindo suspeita ou confirmação de COVID-19. A mãe deve ser orientada a usar máscara cirúrgica, realizar higiene rigorosa das mãos antes e após o contato com o bebê, e manter as precauções respiratórias. O contato pele a pele e o início precoce do aleitamento são incentivados. Contudo, a doação de leite humano para bancos de leite possui critérios mais rigorosos. Mães com sintomas de síndrome gripal ou outras infecções agudas são temporariamente inaptas para a doação, mesmo que o leite materno seja pasteurizado. Esta medida visa proteger os receptores, frequentemente neonatos prematuros ou de baixo peso, que são mais vulneráveis a infecções. O prognóstico para a maioria das gestantes com síndrome gripal é bom, e o suporte ao aleitamento materno é essencial para o desenvolvimento infantil.

Perguntas Frequentes

Quais as recomendações para amamentação em mães com síndrome gripal?

Mães com síndrome gripal podem amamentar, utilizando máscara, higienizando as mãos e seguindo as precauções respiratórias. O contato pele a pele e o aleitamento devem ser incentivados.

A COVID-19 contraindica a amamentação?

Não, a infecção por COVID-19 não é uma contraindicação para a amamentação. Os benefícios do aleitamento materno superam os riscos potenciais de transmissão viral, que é baixa pelo leite.

Quando o leite materno não pode ser doado para bancos de leite?

O leite materno não deve ser doado por mães com síndrome gripal, febre, ou outras infecções agudas, para garantir a segurança dos receptores e evitar a disseminação de patógenos.

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