UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
J.S.S., 36 anos, branca, casada, primípara, portadora de HIV. Apresentou carga viral indetectável com 34 semanas de gestação. Tem CD4 de 580ceis/mm³ e possui boa adesão aos antirretrovirais, os quais segue uso regular no período puerperal. Considerando-se isso, qual seria a melhor orientação em relação à amamentação de seu bebê?
Mãe HIV+ (mesmo CV indetectável) → contraindicação absoluta amamentação → usar fórmula láctea.
Apesar dos avanços no tratamento do HIV e da carga viral indetectável, a amamentação por mães soropositivas ainda é contraindicada no Brasil devido ao risco residual de transmissão vertical do vírus pelo leite materno. A fórmula láctea é a opção segura.
A transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho, é um dos principais desafios na saúde pública, e a amamentação representa uma via potencial de transmissão. Embora os avanços na terapia antirretroviral tenham reduzido drasticamente o risco de transmissão vertical durante a gestação e o parto, a questão da amamentação ainda é complexa. No contexto brasileiro, as diretrizes do Ministério da Saúde são claras: a amamentação é contraindicada para mães soropositivas para o HIV, mesmo quando a carga viral é indetectável e há boa adesão aos antirretrovirais. Essa recomendação baseia-se no princípio da precaução, considerando que o risco de transmissão pelo leite materno, embora baixo com carga viral indetectável, não é nulo e pode ser influenciado por fatores como mastite ou fissuras mamárias. Para residentes, é fundamental estar atualizado com as recomendações nacionais e orientar as pacientes de forma inequívoca sobre a importância do uso exclusivo de fórmula láctea, que é fornecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Essa medida visa garantir a segurança do bebê e prevenir a transmissão do HIV, mesmo diante de um cenário de controle virológico materno.
No Brasil, a amamentação é contraindicada para mães com HIV devido ao risco, mesmo que residual, de transmissão vertical do vírus através do leite materno, independentemente da carga viral.
Não, mesmo com carga viral indetectável, o risco de transmissão pelo leite materno não é zero. Por isso, a recomendação brasileira é pela não amamentação.
A melhor alternativa é o uso exclusivo de fórmula láctea infantil, que é fornecida gratuitamente pelo SUS no Brasil para esses casos, garantindo a nutrição segura do bebê.
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