UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2015
Nenhum fator é mais importante para uma amamentação bem sucedida do que a mãe sentir-se relaxada e feliz. Porém, em alguns casos, ela é considerada uma contraindicação, EXCETO:
Galactosemia é contraindicação ABSOLUTA para amamentação; mastite e malária NÃO são.
A galactosemia é uma contraindicação absoluta à amamentação devido à incapacidade do bebê de metabolizar a galactose presente no leite materno, o que pode levar a danos neurológicos e hepáticos graves. Condições maternas como mastite, malária e febre tifoide, com manejo adequado, geralmente não contraindicam a amamentação.
A amamentação é um pilar fundamental da saúde materno-infantil, oferecendo inúmeros benefícios para o bebê e para a mãe. No entanto, existem situações específicas em que ela pode ser contraindicada, seja por risco para o lactente ou para a mãe. É crucial que os profissionais de saúde, especialmente residentes em pediatria e ginecologia/obstetrícia, saibam diferenciar as contraindicações absolutas das relativas para oferecer a melhor orientação. As contraindicações absolutas são raras e incluem condições metabólicas graves do bebê, como a galactosemia, onde a ingestão de lactose é prejudicial. Outras contraindicações absolutas maternas incluem infecção por HIV (em contextos onde a fórmula é segura e acessível), HTLV-1 e HTLV-2, uso de drogas ilícitas ou medicamentos que podem ser excretados no leite e prejudicar o bebê (quimioterápicos, radioterápicos). A compreensão dessas exceções é vital para a segurança do lactente. Por outro lado, muitas condições maternas que podem parecer contraindicações não o são, como mastite, septicemia (com tratamento adequado), malária, febre tifoide, tuberculose em tratamento e hepatites B e C. Nesses casos, a amamentação pode e deve ser encorajada, pois os benefícios superam os riscos, e o tratamento materno geralmente permite a continuidade da amamentação. O suporte e a orientação adequados à mãe são essenciais para o sucesso da amamentação.
As contraindicações absolutas para a amamentação incluem galactosemia no bebê, infecção materna por HIV (em países com acesso a substitutos seguros), HTLV-1 e HTLV-2, uso materno de drogas ilícitas ou medicamentos quimioterápicos e radioterápicos.
Não, a mastite não é uma contraindicação para amamentar. Pelo contrário, a amamentação frequente e o esvaziamento da mama são parte importante do tratamento da mastite, ajudando a prevenir a estase láctea e a aliviar os sintomas.
A amamentação pode ser mantida em diversas condições infecciosas maternas, como septicemia (com tratamento adequado), malária, febre tifoide, tuberculose (com tratamento e sem lesões abertas), hepatites B e C, e infecções respiratórias comuns, desde que a mãe esteja em condições clínicas de amamentar.
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