Amamentação e COVID-19: Orientações para Gestantes

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 32 anos de idade, gestante de 37 semanas, primigesta, sem comorbidades, vem realizando pré-natal regularmente. Ligou para o Telecoronavírus – serviço telefônico de apoio, criado durante a pandemia, para melhor esclarecimento ao cidadão sobre a necessidade, ou não, de avaliação médica presencial em caso de suspeita de infecção pelo Sars-CoV-2, – pois vem apresentando tosse seca há 5 dias e apresentou febre de 38,0ºC ontem, sem outras queixas. Relata que teve contato com o tio há cerca de uma semana, que também está com um quadro gripal.Indique a conduta quanto à amamentação, caso a paciente entre em trabalho de parto nos próximos sete dias:

Alternativas

  1. A) ela poderá amamentar a criança, sem restrições.
  2. B) ela poderá amamentar, fazendo uso de máscara e higienizando as mãos.
  3. C) ela não poderá amamentar a criança por período mínimo de 28 dias.
  4. D) ela não poderá amamentar a criança enquanto estiver com sintomas infecciosos.

Pérola Clínica

Gestante com suspeita de COVID-19 pode amamentar, com máscara e higiene das mãos.

Resumo-Chave

As diretrizes atuais, baseadas em evidências e recomendações de órgãos como a OMS e o Ministério da Saúde, suportam a amamentação por mães com suspeita ou confirmação de COVID-19. Os benefícios do aleitamento materno superam os riscos potenciais de transmissão, desde que medidas de precaução sejam rigorosamente seguidas para proteger o recém-nascido.

Contexto Educacional

A pandemia de COVID-19 trouxe desafios significativos para a saúde materno-infantil, gerando dúvidas sobre a segurança da amamentação em mães infectadas. No entanto, as principais organizações de saúde global, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde do Brasil, têm consistentemente recomendado a continuidade do aleitamento materno, mesmo em casos de suspeita ou confirmação de infecção por Sars-CoV-2. Essa recomendação baseia-se na compreensão de que os benefícios nutricionais, imunológicos e emocionais do aleitamento materno são cruciais para o desenvolvimento do recém-nascido e superam os riscos potenciais de transmissão viral. A transmissão do vírus através do leite materno não foi comprovada de forma significativa, e a presença de anticorpos no leite pode, inclusive, conferir proteção ao bebê. Para garantir a segurança, é fundamental que a mãe adote medidas rigorosas de prevenção de infecção: uso de máscara facial durante a amamentação, higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%, e limpeza e desinfecção de superfícies de contato. Em situações onde a mãe está muito doente para amamentar diretamente, a ordenha do leite e a alimentação do bebê por um cuidador saudável podem ser alternativas viáveis, sempre com as devidas precauções.

Perguntas Frequentes

É seguro amamentar se a mãe estiver com suspeita ou confirmação de COVID-19?

Sim, é seguro amamentar. As evidências atuais indicam que o risco de transmissão do Sars-CoV-2 através do leite materno é baixo, e os benefícios da amamentação para o bebê são significativos, incluindo a transferência de anticorpos.

Quais precauções uma mãe com COVID-19 deve tomar ao amamentar?

A mãe deve usar máscara facial cobrindo nariz e boca, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool 70% antes de tocar no bebê ou nos seios, e seguir as orientações de distanciamento social quando não estiver amamentando.

O leite materno de mães com COVID-19 contém anticorpos contra o vírus?

Sim, estudos têm demonstrado a presença de anticorpos (IgA e IgG) contra o Sars-CoV-2 no leite materno de mães que tiveram COVID-19, o que pode oferecer proteção ao recém-nascido.

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