Amamentação e COVID-19: Segurança de Medicamentos e Transmissão

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022

Enunciado

Considerando o contexto da transmissão do SARS-CoV-2 pelo leite materno, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) O tratamento para o coronavírus é um indicativo para suspender a amamentação. 
  2. B) A Hidroxicloroquina, muito empregada em doenças autoimunes, já foi previamente analisada em mulheres com uso de medicação por mais de 1 ano em vigência de aleitamento e manifestou toxicidade ocular ou anomalias no desenvolvimento das crianças. 
  3. C) A Azitromicina é um antibiótico do grupo dos macrolídeos que detém altos níveis no leite materno de uso não seguro em lactentes, podendo ocasionar alguns efeitos gastrointestinais, como diarreia e candidíase, mas é considerada segura durante a amamentação. 
  4. D) O antiviral Favipiravir pode ocasionar a elevação de enzimas hepáticas e de ácido úrico. Então, quando utilizado, é necessário dosar esses exames nos lactentes. 

Pérola Clínica

Favipiravir na amamentação → ↑ enzimas hepáticas e ácido úrico no lactente; monitorar exames.

Resumo-Chave

A maioria das evidências sugere que a amamentação deve ser mantida em mães com COVID-19, com precauções. A transmissão de SARS-CoV-2 pelo leite materno é rara. A segurança de medicamentos antivirais e outros tratamentos na amamentação deve ser avaliada individualmente, considerando riscos e benefícios para mãe e bebê.

Contexto Educacional

A questão da amamentação em mães com COVID-19 gerou muitas dúvidas no início da pandemia. Atualmente, a maioria das diretrizes internacionais e nacionais recomenda a manutenção da amamentação, mesmo em mães com infecção confirmada por SARS-CoV-2, desde que sejam tomadas precauções como uso de máscara e higiene das mãos. A transmissão do vírus pelo leite materno é considerada rara, e os benefícios imunológicos e nutricionais do aleitamento superam os potenciais riscos. A segurança de medicamentos utilizados no tratamento da COVID-19 durante a amamentação é uma preocupação importante. Medicamentos como a Hidroxicloroquina e a Azitromicina foram amplamente estudados e, em geral, são considerados de baixo risco para o lactente, embora a Azitromicina possa causar efeitos gastrointestinais leves. A alternativa D destaca o Favipiravir, um antiviral que pode ser excretado no leite materno e causar elevação de enzimas hepáticas e ácido úrico no lactente, exigindo monitoramento laboratorial se a mãe estiver em uso. É fundamental que os profissionais de saúde avaliem individualmente cada caso, considerando a gravidade da doença materna, a idade do lactente e os riscos e benefícios de cada medicação. A decisão de suspender a amamentação deve ser baseada em evidências claras de risco significativo para o bebê, o que raramente ocorre apenas pela presença de COVID-19 na mãe.

Perguntas Frequentes

É seguro amamentar se a mãe tem COVID-19?

Sim, a amamentação é geralmente recomendada para mães com COVID-19, com precauções como uso de máscara e higiene das mãos. A transmissão do SARS-CoV-2 pelo leite materno é considerada rara e os benefícios da amamentação superam os riscos.

Quais medicamentos para COVID-19 são seguros durante a amamentação?

A segurança de medicamentos na amamentação deve ser avaliada individualmente. Alguns medicamentos, como a Azitromicina, são considerados seguros, enquanto outros, como o Favipiravir, exigem monitoramento do lactente devido a potenciais efeitos adversos.

O Favipiravir é contraindicado na amamentação?

O Favipiravir não é totalmente contraindicado, mas seu uso durante a amamentação requer cautela. Ele pode causar elevação de enzimas hepáticas e ácido úrico no lactente, sendo necessário monitoramento laboratorial do bebê.

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