INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014
Puérpera, no quinto dia após parto normal, retorna à Unidade Básica de Saúde para reavaliação. Na consulta, paciente e recém-nascido apresentam-se em bom estado geral. No exame físico materno, mamas ingurgitadas, dolorosas à palpação, edemaciadas, com saída de leite à expressão. No decorrer da consulta, a paciente queixa-se de que o bebê "chora muito" e acredita que seu leite é "fraco" para ele. A puérpera demonstra preocupação e dúvidas sobre os benefícios da amamentação. A conduta nessa situação deve ser:
Ingurgitamento mamário → Ordenha de alívio + Manutenção da amamentação.
O ingurgitamento mamário deve ser tratado com esvaziamento da mama e suporte à mãe, desmistificando conceitos como 'leite fraco' para garantir o aleitamento exclusivo.
O ingurgitamento mamário ocorre frequentemente entre o 2º e o 5º dia pós-parto, coincidindo com a 'apojadura' (descida do leite). É causado pela retenção de leite, acompanhada por aumento da vascularização e edema linfático. Se não manejado, pode evoluir para mastite ou levar ao desmame precoce devido à dor e dificuldade de pega. O papel do profissional de saúde é oferecer suporte técnico e emocional. A técnica de expressão manual é vital para aliviar a tensão areolar, permitindo que o bebê abocanhe corretamente a mama. Além disso, é crucial validar as angústias da mãe e reforçar que o choro do recém-nascido é sua forma de comunicação, não necessariamente um sinal de insuficiência nutricional do leite.
A conduta principal é o esvaziamento frequente da mama. Deve-se orientar a puérpera a realizar a expressão manual (ordenha) da aréola antes das mamadas para amolecê-la, facilitando a pega do bebê, e manter a amamentação em livre demanda. Compressas frias podem ser usadas após as mamadas para reduzir o edema.
Não. O conceito de 'leite fraco' é um mito cultural. Todo leite materno é nutricionalmente adequado e possui a composição ideal para o bebê. O choro do bebê, muitas vezes interpretado como fome por leite insuficiente, pode ter diversas causas, como necessidade de sucção, cólicas ou desejo de contato.
O ingurgitamento é geralmente bilateral, com mamas pesadas e dolorosas, mas sem sinais sistêmicos graves. A mastite costuma ser unilateral, com sinais inflamatórios localizados intensos (calor, rubor), febre alta (>38,5°C) e mal-estar geral, frequentemente exigindo antibioticoterapia.
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