Amamentação: Contraindicações e Manejo Clínico Essencial

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Em relação à amamentação, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) se a mãe estiver fazendo uso de medicações antitireoideanas não deverá amamentar.
  2. B) em casos de puérpera com HIV positivo, mesmo com carga viral indetectável deverá ser suspenso o aleitamento materno.
  3. C) na eventualidade de estar usando medicamentos antidepressivos, deverá ter a medicação suspensa.
  4. D) na ocorrência de fissuras mamárias ou abcesso em uma das mamas, o aleitamento deverá ser suspenso.
  5. E) o preparo das mamas durante a gestação é o fator mais importante para a manutenção do aleitamento materno sem lesões nas aréolas e papilas mamárias.

Pérola Clínica

HIV materno é contraindicação ABSOLUTA para amamentação, mesmo com carga viral indetectável.

Resumo-Chave

A infecção por HIV na mãe é uma contraindicação absoluta para o aleitamento materno no Brasil, independentemente da carga viral indetectável, devido ao risco de transmissão vertical do vírus. Outras condições como fissuras mamárias ou uso de certos medicamentos geralmente não contraindicam a amamentação.

Contexto Educacional

A amamentação é um pilar fundamental da saúde materno-infantil, oferecendo inúmeros benefícios para o bebê e a mãe. No entanto, existem situações específicas em que o aleitamento materno é contraindicado para proteger a saúde do lactente. É crucial que residentes e profissionais de saúde conheçam essas contraindicações para orientar adequadamente as puérperas. Uma das contraindicações mais importantes e frequentemente questionadas é a infecção materna por HIV. No Brasil, a política de saúde pública estabelece que mães soropositivas para HIV não devem amamentar, independentemente de sua carga viral estar indetectável ou de estarem em uso de terapia antirretroviral. Essa medida visa eliminar o risco de transmissão vertical pós-natal do vírus, que pode ocorrer através do leite materno, mesmo que em menor proporção quando a carga viral é baixa. Outras condições, como o uso de certos medicamentos (ex: antitireoidianos como propiltiouracil e metimazol são geralmente compatíveis com amamentação em doses terapêuticas; a maioria dos antidepressivos também é compatível, com exceções e necessidade de avaliação individual), fissuras mamárias ou abscesso mamário, não são contraindicações absolutas para a amamentação. Fissuras devem ser tratadas com correção da pega, e abscessos, após drenagem e antibioticoterapia, permitem a retomada da amamentação na mama afetada, se a mãe desejar. O preparo das mamas durante a gestação não é um fator determinante para o sucesso da amamentação, sendo a pega correta e o estímulo precoce os mais importantes.

Perguntas Frequentes

Quais são as contraindicações absolutas para a amamentação?

As contraindicações absolutas para a amamentação incluem infecção materna por HIV, HTLV-1 e HTLV-2, uso de drogas ilícitas pela mãe, e alguns medicamentos específicos como quimioterápicos ou radiofármacos. Bebês com galactosemia também não podem ser amamentados.

Mães com HIV podem amamentar se tiverem carga viral indetectável?

No Brasil, a recomendação é que mães com HIV não amamentem, mesmo com carga viral indetectável. Isso se deve ao risco, ainda que pequeno, de transmissão vertical do vírus através do leite materno, e à disponibilidade de fórmulas infantis seguras.

Fissuras mamárias ou abscesso mamário contraindicam a amamentação?

Fissuras mamárias geralmente não contraindicam a amamentação e devem ser manejadas com correção da pega e tratamento local. Em caso de abscesso mamário, a amamentação pode ser mantida na mama não afetada e, após drenagem e tratamento, pode ser retomada na mama afetada, se a mãe se sentir confortável.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo