Alveolite Alérgica Extrínseca: Diagnóstico e Manejo

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Escolar de 8 anos apresentou quadro súbito de tosse, sensação de aperto no peito, dispneia, calafrios, febre e fadiga, após entrar em contato com pássaros e feno em ambiente rural. Ao exame físico febre elevada, taquipneico, com ausculta normal dos campos pulmonares, sem sibilos ou estertores. Opacidades reticulares em radiografia de tórax, sem evidências de consolidações. Oximetria de pulso com saturação de 88% em ar ambiente.Sobre esta situação selecione a opção correta.I – O diagnóstico mais provável é alveolite alérgica extrínseca, uma síndrome imunológica complexa dos alvéolos, causada por agente inalante. Também é conhecida como pneumonia de hipersensibilidade.II – Os sintomas e a função pulmonar normalizam-se mais rapidamente com o uso de glicocorticoides. III – O controle da exposição ambiental ao antígeno desencadeador é a chave para a cura destes casos.

Alternativas

  1. A) As afirmativas I e II são verdadeiras. A afirmativa III é falsa.
  2. B) As afirmativas I e III são verdadeiras. A afirmativa II é falsa.
  3. C) As afirmativas II e III são verdadeiras. A afirmativa I é falsa. 
  4. D) As afirmativas I, II e III são verdadeiras.
  5. E) As afirmativas I, II e III são falsas.

Pérola Clínica

Alveolite Alérgica Extrínseca: exposição a antígeno + sintomas respiratórios agudos; glicocorticoides + remoção do antígeno = cura.

Resumo-Chave

A alveolite alérgica extrínseca (pneumonite de hipersensibilidade) é uma reação imunológica a antígenos inalados, como os presentes em feno ou penas de pássaros. O quadro agudo se manifesta com sintomas sistêmicos e respiratórios. O tratamento envolve a remoção do agente desencadeador e, na fase aguda, o uso de glicocorticoides para acelerar a recuperação e prevenir a cronicidade.

Contexto Educacional

A alveolite alérgica extrínseca, também conhecida como pneumonite de hipersensibilidade, é uma síndrome imunológica complexa que afeta os alvéolos e pequenas vias aéreas, resultante da inalação repetida de antígenos orgânicos ou químicos. É classificada como uma doença pulmonar intersticial e pode se manifestar de forma aguda, subaguda ou crônica. O diagnóstico é baseado na tríade de exposição ambiental relevante, sintomas respiratórios e sistêmicos (como febre, tosse, dispneia), e achados radiológicos (opacidades reticulares, vidro fosco) e funcionais. A ausculta pulmonar pode ser normal na fase aguda, o que pode confundir com outras condições. A saturação de oxigênio baixa é um sinal de comprometimento pulmonar. O manejo é centrado na eliminação da exposição ao antígeno desencadeador, que é a chave para a cura e prevenção da progressão para fibrose pulmonar irreversível. Na fase aguda, os glicocorticoides são a principal terapia farmacológica para controlar a inflamação e melhorar os sintomas e a função pulmonar.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da alveolite alérgica extrínseca aguda?

Os sintomas da alveolite alérgica extrínseca aguda incluem tosse, dispneia, febre, calafrios, fadiga e sensação de aperto no peito, geralmente após exposição a um antígeno.

Como é feito o tratamento da alveolite alérgica extrínseca?

O tratamento envolve a remoção imediata da exposição ao antígeno desencadeador e, na fase aguda, o uso de glicocorticoides sistêmicos para reduzir a inflamação e acelerar a recuperação.

Qual a importância da história de exposição ambiental no diagnóstico da alveolite alérgica extrínseca?

A história de exposição a antígenos inalados (como feno, pássaros, mofo) é crucial para o diagnóstico, diferenciando-a de outras pneumonias e guiando a conduta de remoção do agente.

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