HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Uma gestante teve a sua última menstruação ocorrendo de 06 a 13/02/19. Quando consultou pela primeira vez no pré-natal em 06/09, com gestação única, apresentou altura uterina de 25 cm. A idade gestacional cronológica é concordante com ultrassonografia realizada em maio. Assinale a alternativa CORRETA de acordo com o preenchimento no gráfico:
AU (cm) ≈ IG (semanas). Variações +/- 3 cm são comuns, mas 25 cm para 30 semanas exige atenção.
A altura uterina é um importante indicador do crescimento fetal no pré-natal. Embora a regra geral seja AU em cm igual à IG em semanas, variações são esperadas. Uma AU de 25 cm para 30 semanas de gestação está no limite inferior da normalidade, mas pode ser considerada dentro do esperado dependendo da curva de referência utilizada, não indicando necessariamente restrição de crescimento fetal de imediato.
A avaliação da altura uterina (AU) é um componente essencial do acompanhamento pré-natal, servindo como um método de triagem simples e não invasivo para monitorar o crescimento fetal. A medida da AU, realizada do bordo superior da sínfise púbica ao fundo uterino, permite estimar a idade gestacional e identificar gestações com crescimento fetal desviante. A regra de ouro é que, após a 20ª semana, a AU em centímetros deve ser aproximadamente igual à idade gestacional em semanas, com uma margem de variação aceitável. No entanto, é crucial entender que a AU é um método de triagem e não diagnóstico. Fatores como a paridade, o biotipo materno, a apresentação fetal e a quantidade de líquido amniótico podem influenciar a medida. Desvios de mais de 3 cm para mais ou para menos em relação à idade gestacional esperada devem levantar a suspeita de condições como macrossomia, polidrâmnio, restrição de crescimento fetal ou oligoidrâmnio, exigindo investigação complementar com ultrassonografia. Para residentes, a correta interpretação da AU é vital. Embora uma AU de 25 cm para 30 semanas possa parecer baixa em alguns gráficos, é importante considerar a variabilidade individual e a curva de referência utilizada. A conduta inicial diante de uma AU fora do esperado é sempre a confirmação da idade gestacional e a realização de uma ultrassonografia para uma avaliação mais precisa do crescimento e bem-estar fetal, evitando encaminhamentos desnecessários ou atrasos no diagnóstico de condições reais.
A altura uterina (AU) é medida em centímetros do bordo superior da sínfise púbica ao fundo uterino. Após 20 semanas, a AU em centímetros geralmente se correlaciona com a idade gestacional em semanas, sendo um método de triagem para identificar desvios de crescimento.
A regra geral é que a AU em cm é aproximadamente igual à IG em semanas, com uma variação aceitável de +/- 2 a 3 cm. Desvios maiores podem indicar crescimento fetal restrito ou excessivo, ou outras condições como polidrâmnio/oligoidrâmnio.
Uma AU abaixo do esperado requer investigação adicional, geralmente com ultrassonografia obstétrica para confirmar a idade gestacional, avaliar o crescimento fetal (biometria), o volume de líquido amniótico e a vitalidade fetal, a fim de descartar restrição de crescimento fetal.
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