USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Gestante de 35 anos, 4G3PN, 37 semanas pela data da última menstruação, com pré-natal irregular, comparece ao pronto-socorro com queixa de dor em baixo ventre e em região lombar, principalmente quando fica muito tempo em pé. Ao exame físico: IMC: 34 kg/m?; PA: 120x80 mmHg. Região lombar com contratura muscular e sensível à palpação. AU: 41 cm. Foco: 148 bpm. DU ausente. Escava completamente ocupada. Manobra de Leopold demonstra mobilidade. Edema Negativo. Toque: colo grosso, posterior, 2 cm de dilatação. Assinale qual é a melhor conduta.
Gestante a termo com AU > IG → suspeitar macrossomia fetal ou polidramnio; avaliar com USG obstétrico.
Uma altura uterina (AU) que excede significativamente a idade gestacional (IG) em semanas, como 41 cm para 37 semanas, levanta a suspeita de macrossomia fetal, polidramnio ou gestação múltipla. A melhor conduta inicial é confirmar o peso fetal e o volume do líquido amniótico através de ultrassonografia obstétrica para planejar a conduta.
A avaliação da altura uterina (AU) é um componente essencial do pré-natal, utilizada para monitorar o crescimento fetal e identificar possíveis desvios. A medida da AU deve ser correlacionada com a idade gestacional (IG); uma discrepância significativa, como uma AU de 41 cm em uma gestante de 37 semanas, é um sinal de alerta que exige investigação. Embora a dor lombar seja uma queixa comum na gestação, a desproporção da AU sugere uma condição subjacente que pode impactar o desfecho gestacional. Nesse cenário, as principais hipóteses diagnósticas para uma AU maior que a IG incluem macrossomia fetal (feto grande para a idade gestacional), polidramnio (excesso de líquido amniótico) ou, menos provável a termo, erro na datação da gestação ou gestação múltipla. A macrossomia fetal está associada a riscos como distocia de ombro, lesões do plexo braquial, fraturas claviculares e aumento da taxa de cesariana. O polidramnio pode levar a parto prematuro, prolapso de cordão e descolamento prematuro de placenta. A conduta mais adequada diante de uma AU elevada é a realização de um ultrassom obstétrico. Este exame permitirá estimar o peso fetal com maior precisão, avaliar o volume do líquido amniótico (índice de líquido amniótico - ILA ou maior bolsão), e confirmar a idade gestacional, descartando outras causas. Com essas informações, o médico poderá planejar a melhor via de parto e o manejo adequado para a mãe e o feto, garantindo a segurança de ambos e prevenindo complicações.
As principais causas incluem erro na datação da gestação, macrossomia fetal, polidramnio, gestação múltipla, miomas uterinos e, mais raramente, mola hidatiforme.
A investigação é crucial para identificar condições como macrossomia ou polidramnio, que podem aumentar o risco de complicações no parto, como distocia de ombro, hemorragia pós-parto e necessidade de cesariana, permitindo um planejamento adequado.
O ultrassom obstétrico é fundamental para confirmar a idade gestacional, estimar o peso fetal, avaliar o volume do líquido amniótico e descartar gestação múltipla ou outras anomalias, fornecendo informações essenciais para a tomada de decisão clínica.
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