HCAL - Hospital da Criança de Alagoas — Prova 2020
Gestante de 28 semanas em consulta de pré-natal, ao exame físico apresenta altura uterina de 38 cm. A patologia que pode ser descartada nesse caso é:
AU > IG (em semanas) em 28 semanas sugere polidramnia, gemelaridade ou macrossomia, mas descarta mola hidatiforme completa.
A mola hidatiforme é uma patologia trofoblástica que geralmente se manifesta no primeiro ou início do segundo trimestre com altura uterina maior que a esperada, sangramento e níveis elevados de hCG. Em 28 semanas, com um feto presumivelmente viável, a mola hidatiforme completa é altamente improvável e pode ser descartada como causa primária da AU aumentada.
A altura uterina (AU) é uma medida simples e importante no pré-natal para monitorar o crescimento fetal e identificar possíveis anormalidades. A partir da 20ª semana, a AU em centímetros geralmente corresponde à idade gestacional em semanas, com uma margem de erro de 2-3 cm. Uma AU significativamente maior que a idade gestacional (como 38 cm em 28 semanas) requer investigação para identificar a causa subjacente. As causas mais comuns de AU aumentada em gestações avançadas incluem polidramnia (excesso de líquido amniótico), gestação múltipla (gemelaridade) e macrossomia fetal. Outras causas menos comuns podem ser miomas uterinos grandes ou erro na datação da gestação. A mola hidatiforme, por outro lado, é uma doença trofoblástica gestacional que se manifesta tipicamente no primeiro ou início do segundo trimestre, com AU desproporcionalmente grande, sangramento vaginal e níveis elevados de hCG. Em 28 semanas, a presença de um feto viável (implícita pelas outras opções) torna a mola hidatiforme completa um diagnóstico improvável. Para residentes, é crucial saber interpretar a altura uterina e os diagnósticos diferenciais em cada fase da gestação. A ultrassonografia é a ferramenta diagnóstica chave para elucidar a causa de uma AU discordante, permitindo o manejo adequado e a prevenção de complicações para a mãe e o feto. Descartar condições como a mola hidatiforme em gestações avançadas é um ponto importante para a prática clínica.
Após 20 semanas de gestação, a altura uterina em centímetros geralmente se correlaciona com a idade gestacional em semanas, com uma variação de ±2 a 3 cm. Uma altura uterina de 38 cm em 28 semanas indica uma discordância significativa.
As principais causas incluem erro na datação da gestação, gestação múltipla (gemelaridade), polidramnia (excesso de líquido amniótico), macrossomia fetal, mioma uterino e, em estágios iniciais, mola hidatiforme.
A mola hidatiforme completa é uma gestação anembrionária ou com embrião não viável, geralmente diagnosticada no primeiro trimestre devido a sangramento e AU desproporcional. Em 28 semanas, com um feto presumivelmente viável (já que as outras opções são condições fetais), a mola hidatiforme é altamente improvável como causa primária da AU aumentada.
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