Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2019
Enfermeira obstétrica que acompanhava gestante de baixo risco notou que durante 3 consultas consecutivas, entre 2° e 3° trimestres, não houve alteração da altura uterina. Qual a alternativa que denota zelo pré-natal correto.
AU estagnada em 3 consultas consecutivas no 2º/3º trimestre → Suspeita de RCIU/oligodramnio, encaminhar para avaliação fetal.
A estagnação da altura uterina em consultas consecutivas, especialmente no 2º e 3º trimestres, é um sinal de alerta para restrição de crescimento intrauterino (RCIU) ou oligodramnio, indicando a necessidade de avaliação fetal imediata em serviço de referência para investigar o bem-estar do feto.
A medida da altura uterina (AU) é um componente essencial do exame físico no pré-natal, utilizada para rastrear o crescimento fetal e estimar a idade gestacional. Em gestações de baixo risco, a AU deve seguir uma curva de crescimento esperada, aumentando progressivamente. A estagnação da altura uterina, especialmente em três consultas consecutivas no segundo e terceiro trimestres, é um sinal de alerta crítico que indica uma possível alteração no bem-estar fetal, como restrição de crescimento intrauterino (RCIU) ou oligodramnio. Ignorar este achado pode levar a desfechos perinatais adversos. A fisiopatologia por trás da altura uterina estagnada pode envolver uma placenta com função comprometida, levando à RCIU, ou uma diminuição na produção de líquido amniótico (oligodramnio), que pode ser secundária a insuficiência placentária ou anomalias renais fetais. O diagnóstico clínico é feito pela medida seriada da AU. A suspeita de um problema fetal deve ser alta quando a AU não progride ou está abaixo do percentil esperado para a idade gestacional. A conduta correta diante da estagnação da altura uterina é o encaminhamento imediato para um serviço de referência, onde uma avaliação mais aprofundada será realizada. Isso inclui ultrassonografia obstétrica para confirmar a idade gestacional, avaliar o crescimento fetal (biometria), o volume de líquido amniótico e a vitalidade fetal (perfil biofísico fetal, dopplerfluxometria). O prognóstico fetal depende da causa subjacente e da rapidez com que a condição é diagnosticada e manejada, podendo exigir monitoramento intensivo ou até mesmo a interrupção da gestação em casos graves.
As principais causas incluem restrição de crescimento intrauterino (RCIU), oligodramnio, erro na datação da gestação, apresentação fetal anômala e, menos frequentemente, anomalias congênitas ou infecções fetais.
A conduta inicial é encaminhar a gestante para um serviço de referência para avaliação ultrassonográfica detalhada, que incluirá biometria fetal, avaliação do volume de líquido amniótico e dopplerfluxometria para investigar o bem-estar fetal.
A altura uterina é uma medida simples e de baixo custo que, quando acompanhada longitudinalmente, permite rastrear o crescimento fetal e o volume de líquido amniótico, sendo um importante indicador de bem-estar fetal e identificando gestações de risco.
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