Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2020
Secundigesta, 1 parto normal anterior, apresenta a seguinte curva de altura uterina durante o pré-natal: Uma hipótese diagnóstica compatível com esse quadro é?
Altura uterina ↓ para IG → RCIU ou oligoâmnio → investigar causas como hipertensão arterial gestacional.
Uma curva de altura uterina abaixo do esperado para a idade gestacional sugere restrição de crescimento intrauterino (RCIU) ou oligoâmnio. A hipertensão arterial na gravidez, incluindo a pré-eclâmpsia, é uma causa comum de insuficiência placentária, que leva a RCIU e, consequentemente, a uma altura uterina menor.
A altura uterina (AU) é uma medida simples e importante no pré-natal para monitorar o crescimento fetal. A curva de AU deve seguir um padrão de crescimento progressivo, e desvios significativos podem indicar problemas. Uma AU abaixo do esperado para a idade gestacional (geralmente abaixo do percentil 10) é um sinal de alerta. Entre as causas de AU abaixo do esperado, a restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e o oligoâmnio são as mais preocupantes. A hipertensão arterial na gravidez, incluindo a hipertensão gestacional e a pré-eclâmpsia, é uma condição materna que frequentemente leva à insuficiência placentária. Esta insuficiência compromete o fornecimento de nutrientes e oxigênio ao feto, resultando em RCIU e, por vezes, oligoâmnio. Diante de uma AU abaixo do esperado, é fundamental realizar uma investigação aprofundada com ultrassonografia obstétrica para avaliar o peso fetal estimado, o volume de líquido amniótico e a vitalidade fetal. A identificação precoce da causa, como a hipertensão, permite um manejo adequado para otimizar o prognóstico materno e fetal. Residentes devem dominar a interpretação da curva de AU e as principais causas de seus desvios.
As principais causas incluem erro na datação da gestação, restrição de crescimento intrauterino (RCIU), oligoâmnio, óbito fetal e, em casos mais raros, anomalias fetais.
A hipertensão arterial gestacional, especialmente a pré-eclâmpsia, pode levar à insuficiência placentária, comprometendo o fluxo sanguíneo para o feto. Isso resulta em restrição de crescimento intrauterino (RCIU) e, consequentemente, em uma altura uterina menor.
A conduta inicial envolve a confirmação da idade gestacional, ultrassonografia obstétrica para avaliar o crescimento fetal, volume de líquido amniótico e dopplerfluxometria para investigar insuficiência placentária.
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