HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Frequentemente em ambulatórios de assistência geral nos deparamos com pacientes que além da queixa principal, manifestam sintomas de alterações nutricionais associadas. Avalie as assertivas abaixo, associe as colunas e escolha a alternativa que contém a sequência correta em relação às possíveis causas de alterações conforme as seguintes condições: Condições:I. Na gravidez;II. Na velhice;III. No câncer;IV. No grande queimado; Possíveis causas de alterações nutricionais: [ ] Podem ocorrer diminuição das sensibilidades gustativa e olfativa e aumento dos níveis de colecistoquinina. [ ] Pode ocorrer metabolismo anormal da glicose, com aumento da liberação de lactato, estímulo ao ciclo de Cori e resistência à insulina. [ ] Podem ocorrer aumento dos mediadores celulares e hormonais promovendo a proteólise e a lipólise que fornecem substrato para gliconeogênese e glicogenólise. [ ] Podem ocorrer mudanças hormonais, especialmente o aumento da progesterona, associada ao relaxamento da musculatura intestinal e assim, diminuindo o peristaltismo induzindo a constipação intestinal. (Magnoni, D., Cukier, C. Perguntas e respostas em nutrição clínica. 2a Edição. Roca. 2005.)
Gravidez → ↑ progesterona, ↓ peristaltismo, constipação. Velhice → ↓ gustativa/olfativa, ↑ colecistoquinina. Câncer → metabolismo glicose anormal, ↑ lactato, resistência insulina. Grande queimado → ↑ mediadores, proteólise/lipólise.
Diferentes condições clínicas como gravidez, velhice, câncer e grandes queimados induzem alterações nutricionais específicas devido a mudanças hormonais, metabólicas e inflamatórias. Essas alterações impactam a ingestão, absorção e utilização de nutrientes, exigindo abordagens nutricionais individualizadas.
As alterações nutricionais são uma preocupação frequente em diversos cenários clínicos, e sua compreensão é vital para o manejo adequado dos pacientes. Condições como gravidez, velhice, câncer e grandes queimados impõem demandas metabólicas e fisiológicas únicas, que podem levar a desequilíbrios nutricionais específicos. O reconhecimento dessas particularidades permite intervenções nutricionais direcionadas e mais eficazes, otimizando o tratamento e a recuperação. Na gravidez, as mudanças hormonais, especialmente o aumento da progesterona, afetam o trato gastrointestinal, resultando em diminuição do peristaltismo e constipação. Na velhice, a diminuição das sensibilidades gustativa e olfativa, juntamente com o aumento da colecistoquinina (promovendo saciedade precoce), pode levar à redução da ingestão alimentar e desnutrição. No câncer, o metabolismo é profundamente alterado, com metabolismo anormal da glicose, aumento da liberação de lactato e resistência à insulina, contribuindo para a caquexia. Já no grande queimado, a resposta inflamatória sistêmica intensa leva a um estado hipermetabólico e hipercatabólico, com aumento dos mediadores celulares e hormonais que promovem proteólise e lipólise para fornecer substratos energéticos. A avaliação nutricional e a intervenção precoce são cruciais para otimizar o prognóstico e a qualidade de vida nesses pacientes. Para residentes, o conhecimento aprofundado dessas interações entre doença/condição e estado nutricional é fundamental para a prática clínica, permitindo identificar riscos, planejar dietas adequadas e implementar terapias nutricionais que suportem a recuperação e o bem-estar do paciente, prevenindo complicações e melhorando os desfechos.
A constipação na gravidez é comum devido ao aumento dos níveis de progesterona, que relaxa a musculatura lisa intestinal e diminui o peristaltismo, além da compressão uterina sobre o intestino e o aumento da absorção de água no cólon.
Pacientes com câncer frequentemente apresentam metabolismo anormal da glicose (com aumento da liberação de lactato e estímulo ao ciclo de Cori), resistência à insulina, proteólise e lipólise exacerbadas, contribuindo significativamente para a caquexia neoplásica.
No envelhecimento, podem ocorrer diminuição das sensibilidades gustativa e olfativa, aumento dos níveis de colecistoquinina (levando à saciedade precoce), problemas dentários, dificuldades de deglutição e fatores sociais, que impactam negativamente a ingestão alimentar e o estado nutricional.
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