PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Entre as afirmações abaixo relacionadas às alterações fisiológicas do trato gastrointestinal durante a gravidez, assinale a afirmativa ERRADA:
Gravidez → ↑ RGE, dispepsia, ↓ motilidade intestinal (progesterona), ↑ risco cálculo biliar.
A progesterona, elevada na gravidez, relaxa a musculatura lisa, incluindo o esfíncter esofágico inferior e a musculatura intestinal, levando a refluxo gastroesofágico, dispepsia e constipação. As alterações da motilidade intestinal são, portanto, comuns.
A gravidez induz uma série de alterações fisiológicas no trato gastrointestinal, muitas delas mediadas por hormônios como a progesterona e o estrogênio. É fundamental que o residente compreenda essas mudanças para diferenciar sintomas normais da gestação de patologias. O refluxo gastroesofágico e a dispepsia são extremamente comuns, afetando uma parcela significativa das gestantes, e a diminuição da motilidade intestinal, longe de ser incomum, é uma queixa frequente que leva à constipação. A progesterona, ao relaxar a musculatura lisa, não só afeta o esôfago e o intestino, mas também a vesícula biliar, diminuindo sua contratilidade e favorecendo a estase biliar, o que aumenta o risco de formação de cálculos. Em relação à função hepática, a fosfatase alcalina é a única que se eleva significativamente devido à produção placentária, enquanto outros testes hepáticos permanecem inalterados, sendo sua alteração um sinal de patologia. O conhecimento dessas adaptações fisiológicas é crucial para o manejo clínico da gestante, permitindo um aconselhamento adequado e a distinção entre sintomas benignos e aqueles que requerem investigação ou intervenção. A compreensão da fisiopatologia subjacente, como o papel da progesterona, solidifica o entendimento e evita erros comuns em provas e na prática.
As alterações mais comuns incluem refluxo gastroesofágico, dispepsia, náuseas e vômitos (hiperêmese gravídica), e constipação, todas influenciadas por fatores hormonais e mecânicos.
A progesterona causa relaxamento da musculatura lisa, diminuindo o tônus do esfíncter esofágico inferior e a motilidade intestinal, o que contribui para refluxo, constipação e esvaziamento gástrico lentificado.
Sim, as alterações na função da vesícula biliar, como a diminuição da contratilidade e o aumento da litogenicidade da bile devido ao estrogênio, elevam o risco de formação de cálculos biliares.
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