Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2023
As alterações fisiopatológicas dos diversos tipos de miocardite vão formar a base para o uso das técnicas de medicina nuclear. Sobre isso, assinale a alternativa correta:
Miocardite: infiltração linfocitária/macrofágica, ↑ permeabilidade vascular, ↑ consumo glicose e ↓ perfusão tecidual.
A miocardite é caracterizada por um processo inflamatório no miocárdio, com infiltração de células imunes (linfócitos e macrófagos), aumento da permeabilidade vascular e metabolismo alterado, incluindo maior consumo de glicose nas áreas inflamadas. A necrose celular resultante pode levar à redução da perfusão tecidual.
A miocardite é uma doença inflamatória do músculo cardíaco que pode ter diversas etiologias, incluindo viral, autoimune e tóxica. Compreender sua fisiopatologia é fundamental para o diagnóstico e manejo, bem como para a aplicação de técnicas avançadas de imagem, como a medicina nuclear. A inflamação miocárdica leva à disfunção ventricular e arritmias, sendo uma causa importante de insuficiência cardíaca aguda e morte súbita em jovens. Fisiopatologicamente, a miocardite é marcada pela infiltração de células inflamatórias (linfócitos, macrófagos, neutrófilos) no miocárdio, resultando em lesão e necrose dos miócitos. Esse processo inflamatório aumenta a permeabilidade vascular e altera o metabolismo celular, elevando o consumo de glicose nas áreas afetadas. A necrose celular pode comprometer a microcirculação, levando à redução da perfusão tecidual local. A medicina nuclear, especialmente o PET-CT com 18F-FDG, pode ser utilizada para detectar áreas de inflamação ativa, pois o FDG é um análogo da glicose que se acumula em células com metabolismo glicolítico aumentado, como as células inflamatórias. O conhecimento dessas alterações é crucial para o residente interpretar exames e entender as bases do tratamento imunomodulador e de suporte.
A miocardite é caracterizada pela infiltração de células inflamatórias, principalmente linfócitos e macrófagos, no miocárdio, associada à necrose e/ou degeneração dos miócitos adjacentes.
O aumento do consumo de glicose nas células inflamatórias e a alteração da perfusão tecidual são princípios explorados por exames de medicina nuclear, como o PET-CT com FDG, para identificar áreas de inflamação ativa no miocárdio.
No miocárdio inflamado, há um aumento do consumo de glicose pelas células inflamatórias ativas, o que pode ser detectado por traçadores de glicose em exames de imagem.
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