SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023
As alterações fisiológicas observadas na gravidez decorrem, principalmente de fatores hormonais e mecânicos. No estado gravídico, apesar de serem normais, essas alterações podem trazer sintomas desconfortáveis à mulher. São consideradas modificações fisiológicas do organismo materno, as assertivas abaixo, EXCETO:
Gravidez: TFG ↑, FC ↑, DC ↑, Leucocitose, Hipertrigliceridemia, Frouxidão ligamentar. TFG NUNCA ↓.
A gravidez induz uma série de adaptações fisiológicas em quase todos os sistemas orgânicos para suportar o desenvolvimento fetal. No sistema renal, ocorre um aumento da taxa de filtração glomerular (TFG) devido ao aumento do débito cardíaco e do fluxo plasmático renal. Uma redução da TFG seria patológica, não fisiológica.
A gravidez é um estado de profundas adaptações fisiológicas que afetam praticamente todos os sistemas do corpo materno. Essas modificações são essenciais para o suporte do desenvolvimento fetal e para preparar o corpo para o parto. Compreender essas alterações é fundamental para diferenciar o que é normal na gestação do que pode indicar uma patologia, um desafio comum para residentes e estudantes de medicina. No sistema renal, uma das alterações mais marcantes é o aumento da taxa de filtração glomerular (TFG) em 30-50%, resultando em níveis mais baixos de creatinina e ureia séricas. O fluxo plasmático renal também aumenta. No sistema cardiovascular, há um aumento do débito cardíaco e da frequência cardíaca, além de um aumento do volume sanguíneo. O metabolismo lipídico é alterado, com hipertrigliceridemia fisiológica. No sistema musculoesquelético, a ação da relaxina e outros hormônios leva a uma maior mobilidade articular e frouxidão ligamentar, especialmente na pelve. É crucial que os profissionais de saúde estejam cientes de que uma redução da TFG na gravidez não é uma alteração fisiológica, mas sim um sinal de alerta para disfunção renal. A leucocitose, embora fisiológica, deve ser interpretada no contexto clínico para descartar infecções. O conhecimento detalhado dessas adaptações permite um manejo adequado da gestante, otimizando a saúde materna e fetal e evitando intervenções desnecessárias ou atrasos no diagnóstico de condições patológicas.
Na gravidez, ocorre um aumento significativo do débito cardíaco (até 30-50%), da frequência cardíaca (em 10-20 bpm) e do volume plasmático. A pressão arterial geralmente diminui no segundo trimestre e retorna aos níveis pré-gravídicos no terceiro, devido à vasodilatação periférica.
O sistema renal sofre um aumento do fluxo plasmático renal e da taxa de filtração glomerular (TFG) em cerca de 30-50%, resultando em uma diminuição dos níveis séricos de creatinina e ureia. Pode haver também hidronefrose fisiológica devido à compressão ureteral e relaxamento muscular.
Metabolicamente, observa-se hipertrigliceridemia e aumento dos níveis de colesterol, além de um estado de resistência à insulina. Hematologicamente, há uma leucocitose fisiológica (aumento dos glóbulos brancos), anemia dilucional devido ao maior aumento do volume plasmático em relação à massa eritrocitária, e um estado de hipercoagulabilidade.
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