Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
No que se refere à amamentação, assinale a opção correta.
Rede de Haller = aumento da vascularização venosa mamária na gestação, visível antes das 20 semanas.
A rede de Haller é uma alteração fisiológica da mama durante a gestação, caracterizada pelo aumento da vascularização venosa, que pode ser percebida precocemente. É um sinal de preparo da mama para a lactação, não uma condição patológica.
A mama feminina passa por profundas alterações fisiológicas durante a gestação e lactação, preparando-se para a produção de leite. Essas modificações são influenciadas por um complexo balanço hormonal, incluindo estrogênio, progesterona, prolactina e hormônio do crescimento. O reconhecimento dessas alterações é fundamental para diferenciar o fisiológico do patológico e para orientar adequadamente as gestantes e puérperas. Entre as alterações mais notáveis, a rede de Haller, que é o aumento da rede venosa superficial, e os tubérculos de Montgomery, glândulas sebáceas areolares hipertrofiadas, são sinais precoces da gestação e desempenham papel importante na amamentação. O sinal de Hunter, por sua vez, é menos específico e não se refere a uma alteração vascular tão proeminente ou precoce quanto a rede de Haller. A compreensão dessas mudanças é vital para a prática clínica em ginecologia, obstetrícia e pediatria. É importante ressaltar que a amamentação cruzada, embora historicamente praticada, é contraindicada pelas diretrizes atuais de saúde pública devido aos riscos de transmissão de patógenos. A educação sobre a fisiologia da amamentação e as práticas seguras é um pilar do cuidado materno-infantil, visando promover a saúde da mãe e do bebê e prevenir complicações.
A rede de Haller refere-se ao aumento da vascularização venosa superficial das mamas durante a gestação. Ela pode ser percebida desde antes das 20 semanas de gestação, refletindo o aumento do fluxo sanguíneo e o preparo da mama para a lactação.
Os tubérculos de Montgomery são glândulas sebáceas e sudoríparas aumentadas na aréola, que produzem uma secreção oleosa e protetora. Essa secreção lubrifica a aréola e o mamilo, prevenindo ressecamento e rachaduras, e possui propriedades antibacterianas, além de um odor que pode guiar o recém-nascido.
A amamentação cruzada, onde uma mulher amamenta o filho de outra, não é recomendada devido ao risco de transmissão de doenças infecciosas, como HIV, hepatites e HTLV, mesmo que a doadora seja aparentemente saudável. Os riscos superam os potenciais benefícios.
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