UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Dentre os achados considerados fisiológicos na gravidez, não se inclui
Sopro cardíaco diastólico na gravidez → SEMPRE patológico. Sopro sistólico é fisiológico.
A gravidez induz diversas alterações fisiológicas no sistema cardiovascular, como aumento do débito cardíaco, da frequência cardíaca e diminuição da resistência vascular periférica. Sopro sistólico é comum e fisiológico, mas um sopro diastólico é sempre patológico e requer investigação.
A gravidez é um estado de profundas adaptações fisiológicas em praticamente todos os sistemas do corpo feminino, visando sustentar o desenvolvimento fetal e preparar o organismo materno para o parto. Compreender essas mudanças é fundamental para diferenciar o normal do patológico e garantir um pré-natal adequado. No sistema cardiovascular, há um aumento significativo do débito cardíaco (em até 30-50%), da frequência cardíaca (10-20 bpm) e do volume sanguíneo (30-50%), enquanto a resistência vascular periférica diminui. Essas alterações podem levar a achados como sopros sistólicos funcionais (devido ao aumento do fluxo), edema de membros inferiores e dispneia leve. No entanto, um sopro diastólico é sempre um achado patológico e exige investigação, pois sugere doença valvar. Outras alterações fisiológicas incluem hiperaldosteronismo (contribuindo para a retenção de sódio e água), diminuição da resistência vascular periférica (explicando a queda da pressão arterial no segundo trimestre), e no sistema renal, a dilatação pielocalicial e hidronefrose fisiológica (devido à compressão ureteral e relaxamento muscular liso). O conhecimento dessas adaptações é crucial para o manejo clínico da gestante e para a interpretação correta de exames e sintomas.
Na gravidez, ocorrem aumento do débito cardíaco, da frequência cardíaca, do volume sanguíneo e do volume sistólico, além de diminuição da resistência vascular periférica e da pressão arterial diastólica, culminando em um estado de hiperdinamia circulatória.
Sopro cardíaco diastólico na gravidez nunca é fisiológico e sempre indica uma doença cardíaca subjacente, como estenose mitral ou aórtica, exigindo investigação cardiológica aprofundada.
Além das alterações cardiovasculares, a gravidez causa hiperaldosteronismo fisiológico, dilatação pielocalicial (hidronefrose fisiológica), aumento da ventilação minuto, anemia dilucional e alterações metabólicas como resistência à insulina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo