Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Em relação às alterações fisiológicas na gravidez, é correto afirmar:
Gravidez: ↑ circunferência torácica, mas ↓ volume residual e capacidade residual funcional pulmonar.
Na gravidez, o diafragma é elevado pelo útero gravídico, o que diminui o volume residual (VR) e a capacidade residual funcional (CRF). Apesar do aumento da circunferência torácica, a compressão diafragmática é o fator dominante.
A gravidez induz uma série de alterações fisiológicas complexas em praticamente todos os sistemas do corpo materno, essenciais para sustentar o desenvolvimento fetal. Compreender essas mudanças é fundamental para o manejo clínico da gestante e para a identificação de condições patológicas que podem mimetizar ou exacerbar sintomas fisiológicos. O sistema respiratório, cardiovascular, renal e endócrino sofrem adaptações notáveis. No sistema respiratório, a elevação do diafragma pelo útero gravídico resulta em uma diminuição do volume residual e da capacidade residual funcional, apesar de um aumento da circunferência torácica. Há um aumento compensatório do volume corrente e da ventilação minuto, levando a uma alcalose respiratória compensada. No sistema renal, ocorre um aumento do fluxo plasmático renal e da taxa de filtração glomerular, o que pode predispor a infecções urinárias devido à dilatação do trato urinário e estase. Metabolicamente, há uma elevação significativa do colesterol total e dos triglicérides, impulsionada por alterações hormonais como o aumento do estrogênio, que também eleva os níveis da globulina ligadora de tiroxina (TBG), resultando em aumento do T4 total, mas com T4 livre e TSH geralmente normais. O conhecimento dessas adaptações é crucial para diferenciar o fisiológico do patológico e garantir um cuidado obstétrico seguro e eficaz.
Na gravidez, ocorre elevação do diafragma, resultando em diminuição do volume residual e da capacidade residual funcional. Há também um aumento do volume corrente e da ventilação minuto.
A gravidez leva a um aumento do fluxo plasmático renal e da taxa de filtração glomerular, o que pode predispor a infecções urinárias devido à dilatação do trato urinário e estase.
O colesterol total e os triglicérides apresentam elevação significativa na gravidez, não apenas discreta, devido a alterações hormonais e metabólicas para suprir as necessidades fetais.
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