UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2020
Alterações fisiológicas do organismo materno decorrem, principalmente, de fatores hormonais e mecânicos. Quais são verdadeiras (V) ou falsas (F); ( ) No 3° trimestre, após a administração de glicose, observa-se hiperinsulinismo pós-prandial. ( ) Cerca de 80% das mulheres grávidas têm dilatação significante dos ureteres. ( ) A filtração glomerular diminui cerca de 50% na gravidez ( ) O sistema gastrointestinal está atônico durante toda a gestação. ( ) A gravidez é estado de hipercoagulabilidade e está associada a risco elevado de doença tromboembólica.
Gravidez = ↑FG, ↑Hipercoagulabilidade, ↓Motilidade GI, ↑Dilatação ureteral, ↑Resistência insulina.
A gravidez induz profundas alterações fisiológicas para sustentar o feto. É crucial entender que a filtração glomerular aumenta, não diminui, e que o estado de hipercoagulabilidade e a atonia gastrointestinal são características marcantes, assim como a resistência à insulina.
A gravidez é um período de intensas adaptações fisiológicas no corpo materno, impulsionadas por fatores hormonais e mecânicos. Compreender essas mudanças é fundamental para o manejo clínico da gestante, permitindo a distinção entre alterações normais e patológicas. As adaptações incluem um aumento significativo do volume sanguíneo, débito cardíaco e filtração glomerular, além de alterações metabólicas e endócrinas. No sistema renal, a filtração glomerular aumenta em até 50%, e a maioria das gestantes desenvolve hidronefrose e hidroureter fisiológicos devido à progesterona e à compressão uterina. O sistema gastrointestinal apresenta diminuição da motilidade e relaxamento dos esfíncteres, predispondo a refluxo e constipação. No metabolismo, há uma tendência à resistência à insulina, especialmente no terceiro trimestre, levando a um estado de hiperinsulinismo pós-prandial para manter a normoglicemia. A gravidez é um estado de hipercoagulabilidade fisiológica, com aumento dos fatores de coagulação e diminuição da fibrinólise, o que protege contra hemorragias no parto, mas eleva o risco de eventos tromboembólicos. O conhecimento dessas alterações é crucial para a interpretação de exames laboratoriais, o diagnóstico diferencial de sintomas e a instituição de condutas adequadas no pré-natal e durante o parto, garantindo a segurança materno-fetal.
A filtração glomerular aumenta em cerca de 50%, e a maioria das gestantes apresenta dilatação fisiológica dos ureteres e pelve renal, o que pode predispor a infecções do trato urinário.
Há um aumento dos fatores de coagulação (fibrinogênio, fatores VII, VIII, X) e uma diminuição da atividade fibrinolítica, preparando o corpo para o parto, mas elevando o risco de eventos tromboembólicos.
A progesterona causa relaxamento da musculatura lisa, resultando em diminuição da motilidade, esvaziamento gástrico retardado e relaxamento do esfíncter esofágico inferior, contribuindo para náuseas, vômitos, constipação e refluxo.
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