IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Assinale a alternativa que não é considerada uma alteração fisiológica da gestação.
Gestação fisiológica = ↑ DC, ↑ VP, ↓ RVP, ↓ peristaltismo, ↑ mobilidade pélvica.
Durante a gestação, o corpo feminino passa por diversas adaptações fisiológicas para suportar o desenvolvimento fetal. Uma das alterações mais marcantes é a diminuição da resistência vascular periférica (RVP), que ocorre devido à vasodilatação mediada por hormônios como progesterona e óxido nítrico, e à formação da circulação uteroplacentária de baixa resistência.
A gestação é um período de profundas adaptações fisiológicas em praticamente todos os sistemas do corpo feminino, essenciais para o suporte do crescimento e desenvolvimento fetal. O conhecimento dessas alterações é crucial para diferenciar o que é normal do que pode indicar uma patologia, sendo um tema recorrente em provas de residência e fundamental na prática clínica. No sistema cardiovascular, ocorre um aumento significativo do débito cardíaco (até 30-50%) e do volume plasmático (até 40-50%), acompanhado de uma diminuição da resistência vascular periférica (RVP). Essa redução da RVP é mediada por fatores como a progesterona, prostaglandinas e óxido nítrico, e pela formação da unidade uteroplacentária de baixa resistência, que atua como um shunt arteriovenoso. A diminuição da RVP é um mecanismo compensatório que ajuda a manter a pressão arterial em níveis normais, apesar do aumento do volume sanguíneo e do débito cardíaco. Outras alterações fisiológicas incluem o aumento da mobilidade das articulações pélvicas devido à ação da relaxina, preparando a pelve para o parto. No sistema gastrointestinal, há uma diminuição do peristaltismo intestinal, o que pode levar à constipação, e um relaxamento do esfíncter esofágico inferior, predispondo ao refluxo gastroesofágico. Portanto, o aumento da resistência vascular periférica não é uma alteração fisiológica da gestação, mas sim uma condição patológica.
Na gestação, há um aumento do débito cardíaco, do volume plasmático e da frequência cardíaca. Em contrapartida, a resistência vascular periférica diminui, o que é uma adaptação fisiológica importante.
A diminuição da resistência vascular periférica na gravidez é multifatorial, envolvendo a ação de hormônios como progesterona e óxido nítrico, além da formação da circulação uteroplacentária de baixa resistência, que atua como um shunt.
As alterações gastrointestinais incluem diminuição do peristaltismo intestinal, o que pode levar a constipação, e relaxamento do esfíncter esofágico inferior, contribuindo para o refluxo gastroesofágico, ambos comuns na gravidez.
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