Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 45 anos apresenta mastalgia cíclica e nódulos mamários palpáveis, que aumentam de tamanho antes da menstruação. Qual é o diagnóstico mais provável?
Mastalgia cíclica + nódulos mamários que flutuam com o ciclo menstrual = Alterações Fibrocísticas da Mama.
As alterações fibrocísticas da mama são uma condição benigna extremamente comum, influenciada por flutuações hormonais do ciclo menstrual. A principal característica é a mastalgia cíclica associada a uma sensação de "empedramento" ou nódulos que pioram na fase lútea pré-menstrual.
As alterações fibrocísticas da mama, também conhecidas como condição fibrocística ou displasia mamária benigna, representam a causa mais comum de queixas mamárias em mulheres entre 30 e 50 anos. Não se trata de uma doença, mas sim de uma resposta exacerbada do tecido mamário às flutuações hormonais (estrogênio e progesterona) do ciclo menstrual. Fisiopatologicamente, essas alterações envolvem a proliferação do estroma (fibrose) e a dilatação dos ductos, formando cistos de tamanhos variados. A apresentação clínica clássica é a mastalgia cíclica, uma dor bilateral, difusa, que piora na fase lútea (pré-menstrual) e melhora após a menstruação. Ao exame físico, é comum palpar múltiplos nódulos ou áreas de maior consistência, descritas como "empedradas", que também flutuam com o ciclo. O diagnóstico é primariamente clínico, mas exames de imagem são fundamentais para excluir malignidade. A ultrassonografia é excelente para diferenciar cistos (conteúdo líquido) de nódulos sólidos, enquanto a mamografia é o padrão para rastreamento em mulheres mais velhas. O tratamento visa o alívio dos sintomas e inclui medidas de suporte como o uso de sutiãs adequados, analgésicos (AINEs), e modificações dietéticas (redução de cafeína), além de tranquilizar a paciente sobre a benignidade da condição.
Os sintomas mais comuns são dor ou sensibilidade mamária (mastalgia), especialmente na semana anterior à menstruação, e a presença de múltiplos nódulos ou áreas de espessamento (adensamentos) que podem mudar de tamanho e consistência ao longo do ciclo menstrual.
A conduta inclui anamnese e exame físico detalhados. Exames de imagem, como ultrassonografia (principalmente em mulheres jovens) e/ou mamografia (em mulheres > 40 anos), são solicitados para confirmar a natureza benigna das alterações e excluir malignidade.
Na maioria dos casos, não. As alterações fibrocísticas não proliferativas (fibrose, cistos simples) não aumentam o risco de câncer de mama. Apenas uma pequena porcentagem de casos com achados de hiperplasia atípica na biópsia confere um risco aumentado.
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