Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Assinale a alternativa que mostra uma alteração eletrocardiográfica encontrada na hiperpotassemia.
Hiperpotassemia → Perda da onda P, onda T apiculada, QRS alargado.
A hiperpotassemia causa alterações progressivas no ECG, começando com ondas T apiculadas e estreitas, seguidas por perda da onda P, prolongamento do intervalo PR e alargamento do QRS, podendo evoluir para arritmias fatais como fibrilação ventricular.
A hiperpotassemia, definida como níveis séricos de potássio acima de 5,5 mEq/L, é uma emergência médica comum, especialmente em pacientes com doença renal crônica, uso de certos medicamentos (inibidores da ECA, diuréticos poupadores de potássio) ou rabdomiólise. Sua identificação precoce é crucial devido ao risco de arritmias cardíacas fatais. A fisiopatologia da hiperpotassemia no coração envolve a despolarização parcial das membranas celulares miocárdicas, tornando-as menos excitáveis. Isso afeta a condução elétrica, levando a alterações características no eletrocardiograma (ECG). As alterações progridem de ondas T apiculadas para perda da onda P, prolongamento do intervalo PR, alargamento do complexo QRS e, em casos graves, um padrão sinusoidal que precede a assistolia ou fibrilação ventricular. O manejo da hiperpotassemia visa estabilizar a membrana cardíaca (com cálcio intravenoso), promover a entrada de potássio para dentro das células (com insulina e glicose, beta-agonistas) e remover o potássio do corpo (com diuréticos, resinas de troca iônica ou diálise). A monitorização contínua do ECG é fundamental para avaliar a resposta ao tratamento e identificar a progressão das alterações.
Os primeiros sinais de hiperpotassemia no ECG são as ondas T apiculadas e estreitas, especialmente nas derivações precordiais, refletindo uma repolarização ventricular mais rápida.
A perda da onda P na hiperpotassemia ocorre devido à supressão da atividade atrial, resultando em um ritmo juncional ou ventricular. Isso indica um estágio mais avançado da hipercalemia.
As arritmias mais graves associadas à hiperpotassemia incluem bradicardia sinusal, bloqueios atrioventriculares, assistolia e, mais perigosamente, fibrilação ventricular, que pode ser fatal se não tratada rapidamente.
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