Bloqueio Cardíaco: Achados Chave no Eletrocardiograma

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015

Enunciado

O bloqueio cardíaco é uma condição na qual a propagação da despolarização pelo nodo AV ou pelo feixe de Hiss é anormalmente lenta. Os pacientes têm consciência disso relatando que “meu coração perdeu um batimento”. A principal alteração observada no registro eletrocardiográfico, independentemente da derivação escolhida, é o:

Alternativas

  1. A) Desaparecimento da onda T.
  2. B) Desaparecimento da onda P.
  3. C) Aparecimento de duas ondas P sucessivas.
  4. D) Desaparecimento do complexo QRS, sem afetar a onda T.
  5. E) Aparecimento de duas ondas T sucessivas.

Pérola Clínica

Bloqueio cardíaco (AV) → P onda presente, mas QRS ausente (batimento 'perdido') devido à falha na condução ventricular.

Resumo-Chave

Em um bloqueio cardíaco atrioventricular (AV), a despolarização atrial (onda P) ocorre normalmente, mas nem todos os impulsos são conduzidos aos ventrículos. Isso resulta no 'desaparecimento' ou ausência de um complexo QRS (e sua onda T subsequente) após uma onda P, caracterizando um batimento cardíaco perdido no ECG.

Contexto Educacional

O bloqueio cardíaco é uma condição na qual a propagação do impulso elétrico do átrio para o ventrículo é anormalmente lenta ou interrompida, geralmente no nodo atrioventricular (AV) ou no feixe de Hiss. Essa condição é de suma importância para residentes, pois pode levar a bradicardia sintomática e necessitar de intervenção, como a implantação de marcapasso. A compreensão do eletrocardiograma (ECG) é fundamental para o diagnóstico e manejo. No ECG, a despolarização atrial é representada pela onda P. Em um bloqueio AV, a onda P ocorre normalmente, mas o impulso não consegue atravessar completamente o sistema de condução para despolarizar os ventrículos. Isso se manifesta como a ausência de um complexo QRS após uma onda P, resultando em um 'batimento perdido'. A onda T, que representa a repolarização ventricular, também estará ausente quando o QRS for ausente, pois não houve despolarização ventricular para repolarizar. Existem diferentes graus de bloqueio AV (primeiro, segundo e terceiro grau), cada um com características específicas no ECG. O bloqueio AV de segundo grau (Mobitz I e II) e o bloqueio AV total (terceiro grau) são os que mais frequentemente causam sintomas e exigem atenção clínica. O reconhecimento rápido dessas alterações no ECG é crucial para o diagnóstico e para a tomada de decisões terapêuticas adequadas, sendo um tópico recorrente em provas de residência médica.

Perguntas Frequentes

Qual a principal alteração no ECG em um bloqueio cardíaco atrioventricular (AV)?

A principal alteração no ECG em um bloqueio cardíaco AV é o desaparecimento do complexo QRS após uma onda P, indicando que o impulso atrial não foi conduzido aos ventrículos. A onda P, no entanto, continua a ocorrer.

Como os pacientes descrevem a sensação de um bloqueio cardíaco?

Os pacientes frequentemente descrevem a sensação de um bloqueio cardíaco como 'o coração perdeu um batimento' ou 'uma pausa no coração', devido à ausência de contração ventricular para aquele impulso atrial não conduzido.

O que acontece com a onda T em um bloqueio cardíaco com QRS ausente?

Quando um complexo QRS está ausente devido a um bloqueio cardíaco, a onda T correspondente a esse batimento também estará ausente, pois a onda T representa a repolarização ventricular que não ocorreu. As ondas T dos batimentos conduzidos permanecem inalteradas.

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