SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Em relação a abordagem diagnóstica e terapêutica de gestantes com alterações citológicas cervicais, considere as diretrizes atuais para o rastreamento do câncer de colo de útero e assinale a alternativa CORRETA.
Colposcopia na gestação é segura; biópsia só para suspeita de invasão, devido ao risco de sangramento.
A colposcopia pode ser realizada durante a gestação, mas a biópsia cervical deve ser restrita a casos com forte suspeita de lesão invasiva, devido ao maior risco de sangramento e à pouca alteração na conduta terapêutica durante a gravidez. A maioria das lesões de baixo grau regride espontaneamente após o parto.
O rastreamento do câncer de colo de útero não deve ser interrompido durante a gestação, e a identificação de alterações citológicas cervicais exige uma abordagem cuidadosa para equilibrar a saúde materna e fetal. As modificações fisiológicas do colo uterino na gravidez, como a eversão da junção escamocolunar, podem facilitar a visualização da zona de transformação, mas também podem alterar a interpretação colposcópica. A colposcopia é um exame seguro e fundamental para avaliar citologias anormais em gestantes. No entanto, a biópsia cervical deve ser realizada com cautela e apenas quando há forte suspeita de lesão invasiva, devido ao aumento da vascularização do colo na gravidez, que eleva o risco de sangramento. Lesões de baixo grau (LSIL) frequentemente regridem espontaneamente após o parto, e mesmo lesões de alto grau (NIC II/III) geralmente podem ser acompanhadas até o puerpério, com tratamento definitivo postergado. A conduta terapêutica para NIC II/III em gestantes é, na maioria dos casos, o acompanhamento rigoroso, com reavaliação colposcópica e citológica periódica. O tratamento excisional (como a EZT) é reservado para casos de suspeita de carcinoma invasivo, devido aos riscos de prematuridade, sangramento e incompetência istmocervical. O parto vaginal não é contraindicado para gestantes com lesões cervicais pré-invasivas, e a cesariana não previne a transmissão vertical do HPV.
Sim, a colposcopia é considerada segura em qualquer trimestre gestacional e é recomendada para avaliar citologias anormais. Embora as modificações fisiológicas do colo uterino na gravidez possam alterar a aparência colposcópica, o exame ainda é acurado para identificar lesões.
A biópsia do colo do útero durante a gestação deve ser reservada para casos em que a colposcopia revele achados altamente sugestivos de carcinoma invasivo. Isso se deve ao maior risco de sangramento e à raridade de alteração da conduta terapêutica durante a gravidez para lesões pré-invasivas.
Para o diagnóstico de NIC II/III em gestantes, a conduta recomendada é geralmente o acompanhamento colposcópico e citológico rigoroso, postergando o tratamento definitivo para o período pós-parto. A excisão da zona de transformação (EZT) é reservada apenas para casos com forte suspeita de invasão, devido aos riscos obstétricos.
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