SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Tercigesta, 39 anos, inicia o pré-natal na 28ª semana, referindo palpitações aos grandes esforços. O exame clínico revela PA=110x60 mmHg, pulso de 78 bat/mm., hiperfonese de primeira bulha e sopro mesosistólico em foco pulmonar. Esse quadro é compatível com:
Gestação → ↑ débito cardíaco, ↓ RVS, ↑ volume sanguíneo. Sopro mesosistólico e hiperfonese B1 são achados fisiológicos.
Durante a gestação, o sistema cardiovascular sofre adaptações significativas, como aumento do volume sanguíneo, débito cardíaco e frequência cardíaca, e redução da resistência vascular sistêmica. Essas mudanças podem levar a achados como sopros fisiológicos (geralmente mesosistólicos e de baixa intensidade), hiperfonese de B1 e palpitações, que são normais e não indicam patologia cardíaca.
A gestação induz profundas alterações fisiológicas no sistema cardiovascular para atender às demandas metabólicas maternas e fetais. O volume sanguíneo aumenta em 30-50%, o débito cardíaco eleva-se em 30-50% (atingindo o pico no segundo trimestre), e a frequência cardíaca aumenta em 10-20 bpm. A resistência vascular sistêmica diminui, resultando em uma leve queda da pressão arterial no segundo trimestre, que retorna aos níveis pré-gravídicos no terceiro. Essas adaptações hemodinâmicas podem levar a achados no exame físico que, embora pareçam anormais, são fisiológicos. É comum encontrar sopros sistólicos ejetivos de baixa intensidade (geralmente mesosistólicos em foco pulmonar ou aórtico), hiperfonese da primeira bulha e, ocasionalmente, terceira bulha. Palpitações são queixas frequentes devido ao aumento do débito cardíaco e da sensibilidade a catecolaminas. A diferenciação entre achados fisiológicos e patológicos é crucial, exigindo atenção a sintomas como dispneia grave, dor torácica, síncope ou sopros diastólicos/contínuos. O manejo de gestantes com achados cardiovasculares deve sempre considerar a fisiologia da gravidez. A maioria das gestantes com sopros fisiológicos não necessita de investigação adicional, mas a presença de sintomas atípicos ou sopros de alta intensidade/diastólicos justifica avaliação cardiológica completa, incluindo ecocardiograma. O conhecimento dessas alterações é fundamental para evitar exames desnecessários e garantir a segurança da mãe e do feto.
As principais alterações incluem aumento do volume sanguíneo (30-50%), aumento do débito cardíaco (30-50%) e da frequência cardíaca (10-20 bpm), e redução da resistência vascular sistêmica, levando a uma leve queda da pressão arterial no segundo trimestre.
Sopros fisiológicos são geralmente mesosistólicos, de baixa intensidade (grau I-II/VI), sem irradiação significativa e sem outros sintomas como dispneia grave, dor torácica ou síncope. Sopros diastólicos ou contínuos são sempre patológicos e exigem investigação.
Palpitações são comuns devido ao aumento do débito cardíaco e da sensibilidade a catecolaminas. A hiperfonese da primeira bulha (B1) ocorre devido ao aumento do volume sanguíneo e do fluxo através das valvas atrioventriculares, intensificando o fechamento valvar.
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