Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
Alta rotatividade de leitos, boa porcentagem de alta hospitalar antes das dez horas da manhã, boa avaliação do serviço de saúde por seus usuários e baixos índices de infecção hospitalar e de lesões por pressões são alguns dos indicadores de qualidade de um hospital, seja ele público ou particular. É necessário, então, evitar red days, isto é, dias em que o paciente permanece internado sem mudança de planos, sem novas condutas essenciais e sem progredir em seu tratamento. Além dos custos para o sistema de saúde, os red days também aumentam riscos de infecções hospitalares, eventos tromboembólicos e o número de óbitos.Considerando as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta uma conduta que mais provavelmente contribuirá para a ocorrência de um red day.
Manter internação prolongada para controle ambulatorial ou por falta de planejamento da alta → Red Day.
Red days ocorrem quando o paciente permanece internado sem necessidade clínica aguda, geralmente por falta de planejamento da alta, otimização do tratamento ou por realizar procedimentos que poderiam ser ambulatoriais. A alta deve ser planejada assim que a condição aguda estiver resolvida e o paciente estiver estável para o manejo ambulatorial.
A gestão eficiente do tempo de internação é um indicador crucial de qualidade e segurança em hospitais. O conceito de "red days" (dias vermelhos) refere-se a períodos de internação onde não há progresso clínico significativo, novas condutas essenciais ou mudança no plano terapêutico, resultando em uma permanência hospitalar desnecessária. A identificação e prevenção desses dias são vitais para otimizar recursos e melhorar desfechos. A ocorrência de "red days" está frequentemente associada a falhas no planejamento da alta, falta de comunicação entre as equipes, atrasos em exames ou procedimentos, ou a manutenção do paciente para otimização de parâmetros que poderiam ser gerenciados em ambiente ambulatorial. A fisiopatologia dos riscos associados inclui maior exposição a patógenos nosocomiais, imobilidade prolongada e estresse psicológico. Para evitar "red days", é fundamental uma abordagem proativa no planejamento da alta, iniciando-o no momento da admissão. Isso inclui a revisão diária do plano de cuidados, a identificação precoce de barreiras à alta e a comunicação clara com o paciente e sua família. O objetivo é garantir que o paciente receba alta assim que sua condição aguda estiver resolvida e ele estiver seguro para continuar o tratamento em casa ou em outro nível de cuidado.
"Red days" são dias em que o paciente permanece internado sem que haja uma mudança essencial no plano de tratamento, novas condutas significativas ou progressão em seu quadro clínico, indicando uma permanência desnecessária.
Os "red days" aumentam os custos para o sistema de saúde e para o paciente, além de elevar os riscos de infecções hospitalares, eventos tromboembólicos e mortalidade devido à exposição prolongada ao ambiente hospitalar.
A alta deve ser planejada desde a admissão, com comunicação eficaz entre a equipe, paciente e família. A transição para o cuidado ambulatorial deve ser segura, garantindo que o paciente esteja estável e com as condições agudas resolvidas, sem prolongar a internação para controlar parâmetros que podem ser manejados fora do hospital.
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