CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011
Qual é a alteração ocular mais provável em paciente apresentando este fundo de olho?
Alta miopia → Estafiloma posterior + Atrofia coriorretiniana + Crescente escleral peripapilar.
A alta miopia (geralmente > -6.00D ou comprimento axial > 26mm) provoca o alongamento excessivo do globo ocular, resultando em alterações estruturais degenerativas no polo posterior.
A alta miopia, também chamada de miopia patológica ou degenerativa, é uma condição onde o alongamento axial do olho ultrapassa os limites fisiológicos. Isso gera uma tensão mecânica sobre a retina, coróide e esclera, levando a áreas de atrofia e maior suscetibilidade a descolamentos de retina e neovascularização de coróide. No exame de fundo de olho, a visualização de vasos da coróide por transparência (fundo tigroide) e a presença de crescentes temporais no disco óptico são achados iniciais comuns. O reconhecimento dessas estruturas é vital para o acompanhamento preventivo de complicações que podem levar à cegueira irreversível.
A alta miopia é geralmente definida por um erro refracional superior a -6.00 dioptrias ou um comprimento axial do globo ocular maior que 26 mm. Essas características predispõem o olho a alterações degenerativas progressivas devido ao estiramento das camadas oculares.
As alterações clássicas incluem o crescente escleral ou miópico (ao redor do disco óptico), o estafiloma posterior (abaulamento da esclera), a atrofia coriorretiniana difusa ou em placas, e a mancha de Fuchs (neovascularização sub-retiniana cicatrizada).
O estafiloma posterior é uma ectasia (abaulamento) da parede posterior do globo ocular, resultante do adelgaçamento da esclera. É um sinal patognomônico da miopia patológica e está associado a um maior risco de complicações retinianas.
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