Alta Miopia: Alterações Fundoscópicas e Diagnóstico

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

Qual é a alteração ocular mais provável em paciente apresentando este fundo de olho?

Alternativas

  1. A) Síndrome de efusão uveal
  2. B) Coroideremia
  3. C) Alta miopia
  4. D) Síndrome de morning glory

Pérola Clínica

Alta miopia → Estafiloma posterior + Atrofia coriorretiniana + Crescente escleral peripapilar.

Resumo-Chave

A alta miopia (geralmente > -6.00D ou comprimento axial > 26mm) provoca o alongamento excessivo do globo ocular, resultando em alterações estruturais degenerativas no polo posterior.

Contexto Educacional

A alta miopia, também chamada de miopia patológica ou degenerativa, é uma condição onde o alongamento axial do olho ultrapassa os limites fisiológicos. Isso gera uma tensão mecânica sobre a retina, coróide e esclera, levando a áreas de atrofia e maior suscetibilidade a descolamentos de retina e neovascularização de coróide. No exame de fundo de olho, a visualização de vasos da coróide por transparência (fundo tigroide) e a presença de crescentes temporais no disco óptico são achados iniciais comuns. O reconhecimento dessas estruturas é vital para o acompanhamento preventivo de complicações que podem levar à cegueira irreversível.

Perguntas Frequentes

O que define clinicamente a alta miopia?

A alta miopia é geralmente definida por um erro refracional superior a -6.00 dioptrias ou um comprimento axial do globo ocular maior que 26 mm. Essas características predispõem o olho a alterações degenerativas progressivas devido ao estiramento das camadas oculares.

Quais as principais alterações no fundo de olho do míope alto?

As alterações clássicas incluem o crescente escleral ou miópico (ao redor do disco óptico), o estafiloma posterior (abaulamento da esclera), a atrofia coriorretiniana difusa ou em placas, e a mancha de Fuchs (neovascularização sub-retiniana cicatrizada).

O que é o estafiloma posterior?

O estafiloma posterior é uma ectasia (abaulamento) da parede posterior do globo ocular, resultante do adelgaçamento da esclera. É um sinal patognomônico da miopia patológica e está associado a um maior risco de complicações retinianas.

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