UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Menino de 8 anos apresenta lesão oval, com dois centímetros de diâmetro, na região occipital direita, com perda de pelos e discreto prurido local, há dois meses. A característica que sugere o diagnóstico de alopecia areata, ao exame físico da lesão, é
Alopecia areata: lesão oval, sem inflamação, com "fios em ponto de exclamação" na periferia.
A alopecia areata é uma doença autoimune que causa perda de cabelo em placas, geralmente ovais e bem delimitadas, sem sinais inflamatórios evidentes. Embora a opção C seja menos específica, o diagnóstico é frequentemente sugerido pela ausência de descamação ou inflamação intensa e pela presença de "fios em ponto de exclamação" na periferia da lesão.
A alopecia areata é uma doença autoimune crônica que afeta os folículos pilosos, resultando em perda de cabelo em placas, geralmente no couro cabeludo, mas podendo ocorrer em qualquer área pilosa do corpo. É uma condição relativamente comum em crianças e adultos jovens, sem predileção por sexo. A fisiopatologia envolve um ataque autoimune aos folículos pilosos em sua fase anágena, levando à interrupção do ciclo capilar e à queda dos fios. O diagnóstico é primariamente clínico, caracterizado por placas de alopecia ovais ou arredondadas, bem delimitadas, sem sinais de inflamação, descamação ou cicatrizes. Ao exame físico, a presença de "fios em ponto de exclamação" (fios curtos, quebradiços, mais finos na base e mais grossos na ponta) na periferia da lesão é um achado patognomônico. A tricoscopia pode auxiliar na visualização desses fios e de pontos pretos (pelos cadavéricos). É crucial diferenciar de outras causas de alopecia, como tinea capitis, que geralmente apresenta inflamação e descamação. O tratamento da alopecia areata varia conforme a idade do paciente, extensão e localização da perda capilar. Opções incluem corticosteroides tópicos ou intralesionais, minoxidil tópico para estimular o crescimento, e em casos mais extensos, imunossupressores sistêmicos. O prognóstico é variável, com muitos casos apresentando remissão espontânea, mas recorrências são comuns. O suporte psicológico é importante devido ao impacto estético da condição.
As características clássicas incluem placas de alopecia bem delimitadas, não inflamatórias, com a presença de "fios em ponto de exclamação" (mais largos na ponta e finos na base) na periferia das lesões ativas.
A tinea capitis geralmente apresenta descamação, inflamação, eritema e fios quebrados rentes ao couro cabeludo (tonsura), enquanto a alopecia areata é tipicamente não inflamatória e sem descamação. O exame micológico confirma a tinea.
O tratamento pode incluir corticosteroides tópicos ou intralesionais, minoxidil tópico, e em casos mais graves, imunossupressores sistêmicos, dependendo da extensão e idade do paciente.
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