CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021
Paciente jovem, masculino, refere queda total e espontânea dos cílios de pálpebra superior esquerda há uma semana, associado a perda de cabelo em múltiplas áreas circulares do couro cabeludo. Nega outros sintomas e no exame observa-se perda total dos pelos sem os folículos. Faz uso de ansiolítico e antidepressivos tricíclicos. Qual o provável diagnóstico?
Perda súbita de pelos em áreas circulares sem sinais inflamatórios = Alopecia Areata.
A alopecia areata é uma patologia autoimune que causa perda de pelos em 'clareiras' bem delimitadas, podendo afetar cílios e couro cabeludo de forma isolada ou conjunta.
A alopecia areata é uma condição dermatológica com forte impacto psicossocial. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na observação de áreas alopécicas 'em clareira' com pele de aspecto normal. A patogenia envolve a perda do privilégio imune do folículo piloso, levando a um ataque por linfócitos T. O tratamento varia conforme a extensão, incluindo corticosteroides (tópicos, intralesionais ou sistêmicos), imunoterapia tópica e, mais recentemente, inibidores da JAK. Em casos de perda de cílios, a proteção ocular contra poeira e ressecamento é importante, além do suporte psicológico ao paciente.
É uma doença inflamatória crônica, provavelmente autoimune, que ataca os folículos pilosos em fase anágena. Caracteriza-se por perda de pelos súbita, formando áreas circulares ou ovais de alopecia lisa, sem cicatrizes ou inflamação visível na pele. Pode ser desencadeada por estresse emocional ou fatores genéticos.
A manifestação ocular mais comum é a madarose (perda de cílios) e a perda de sobrancelhas. Pode ocorrer de forma isolada ou como parte de um quadro sistêmico (alopecia total ou universal). O exame clínico mostra a ausência de pelos sem sinais de blefarite ou destruição cicatricial dos folículos.
Os diferenciais incluem blefarite crônica, tricotilomania (arrancamento compulsivo), sífilis secundária, hanseníase, hipotireoidismo e efeitos colaterais de quimioterápicos. A presença de áreas circulares no couro cabeludo direciona fortemente para alopecia areata.
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