SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
O Alojamento Conjunto (AC) diminui o risco de infecção hospitalar, reduz a ansiedade dos pais e aumenta o grau de satisfação e confiança materna. Em relação aos cuidados com os recém-nascidos em alojamento conjunto, está CORRETO afirmar que:
RN com Apgar < 7 no 5º min → NÃO deve ir para Alojamento Conjunto, mesmo que pareça bem.
Recém-nascidos com Apgar < 7 no 5º minuto de vida, mesmo que aparentemente estáveis na saída da sala de parto, possuem um risco aumentado de morbidade e necessitam de observação e cuidados mais intensivos, sendo contraindicado o alojamento conjunto.
O Alojamento Conjunto (AC) é uma prática assistencial que permite a permanência do recém-nascido (RN) sadio ao lado de sua mãe 24 horas por dia, desde o nascimento até a alta hospitalar. Essa modalidade é amplamente incentivada devido aos seus múltiplos benefícios, como o fortalecimento do vínculo mãe-bebê, o estímulo ao aleitamento materno exclusivo e a diminuição do risco de infecções hospitalares para o RN. No entanto, nem todos os recém-nascidos são candidatos ao AC. Existem critérios rigorosos de inclusão e exclusão para garantir a segurança e o bem-estar do bebê. Um dos critérios mais importantes é a avaliação do índice de Apgar. Recém-nascidos com Apgar menor que 7 no 5º minuto de vida, mesmo que apresentem uma aparente melhora clínica na sala de parto, são considerados de maior risco e devem ser encaminhados para um berçário de cuidados especiais para monitorização e intervenções mais intensivas. A triagem cuidadosa dos RNs para o AC é essencial. Além do Apgar, outros fatores como idade gestacional, peso ao nascer, presença de malformações, sinais de desconforto respiratório ou instabilidade térmica, e condições clínicas maternas (ex: infecções ativas) devem ser considerados. A decisão de encaminhar um RN para o AC deve sempre priorizar a segurança e a necessidade de cuidados adequados para cada bebê.
O alojamento conjunto promove o vínculo mãe-bebê, estimula o aleitamento materno, diminui o risco de infecção hospitalar para o RN e aumenta a confiança materna nos cuidados.
Um Apgar baixo no 5º minuto indica que o RN pode ter sofrido alguma intercorrência no período perinatal e necessita de observação e cuidados mais especializados em um berçário de alto risco, mesmo que pareça estável.
Outras contraindicações incluem prematuridade extrema, baixo peso ao nascer, necessidade de suporte ventilatório, malformações congênitas graves, infecções ativas maternas ou neonatais, e instabilidade clínica do RN.
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