Manejo do Recém-Nascido em Casos de Aloimunização Rh Materna

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015

Enunciado

No item subsequente, é apresentado um caso clínico referente à resistência ao recém-nascido, seguindo de uma assertiva a ser julgada. Um médico foi chamado para assistir um recém- nascido na sala de parto. Ao consultar a história clínica da parturiente, o médico observou que ela apresentava fator Rh negativo e exame Coombs indireto positivo 1/16. Nesse caso, o médico deve clampear precocemente o cordão umbilical; coletar e solicitar a tipagem sanguínea, o fator Rh e o exame Coombs diretamente do sangue do cordão umbilical; acompanhar o recém-nascido no alojamento conjunto da mesma maternidade com uma visita médica após vinte e quatro horas de vida pós- natal.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Mãe Rh- e Coombs+ → RN requer vigilância imediata; clampeamento tardio é seguro; visita em 24h é tardia.

Resumo-Chave

O manejo do recém-nascido de mãe sensibilizada (Coombs indireto positivo) exige monitoramento rigoroso para icterícia precoce e anemia hemolítica, não sendo recomendada a conduta expectante de 24 horas.

Contexto Educacional

A aloimunização Rh ocorre quando uma mãe Rh negativa é exposta ao sangue Rh positivo (geralmente em gestação anterior), desenvolvendo anticorpos. Um título de Coombs indireto de 1/16 indica uma sensibilização significativa. No nascimento, o sangue do cordão deve ser coletado para tipagem, Rh e Coombs Direto (que confirma a presença de anticorpos aderidos às hemácias do RN). A assertiva está incorreta principalmente pela recomendação de 'visita médica após 24 horas'. Esses neonatos devem ser monitorados continuamente para o surgimento de icterícia precoce (zona de Kramer) e níveis de hemoglobina. O alojamento conjunto é permitido apenas se o RN estiver estável e sob vigilância rigorosa, com reavaliações em intervalos muito menores que 24 horas.

Perguntas Frequentes

Qual o risco para o RN de mãe com Coombs indireto positivo?

O principal risco é a Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN) ou eritroblastose fetal. Os anticorpos maternos (IgG) atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais, podendo causar anemia grave, hidropisia fetal, icterícia neonatal precoce (nas primeiras 24h) e kernicterus (encefalopatia bilirrubínica) se não tratada rapidamente.

Como deve ser o clampeamento do cordão em mães sensibilizadas?

Atualmente, as diretrizes sugerem que o clampeamento tardio (ou oportuno) do cordão umbilical (60 segundos ou mais) pode ser realizado mesmo em casos de isoimunização, pois os benefícios de aumentar as reservas de ferro superam os riscos de icterícia, desde que haja monitoramento e disponibilidade de fototerapia.

Por que a visita médica após 24 horas é considerada errada neste caso?

Recém-nascidos de mães sensibilizadas (especialmente com títulos de Coombs indireto ≥ 1:16) são de alto risco para hemólise aguda. A icterícia hemolítica costuma aparecer nas primeiras horas de vida. Aguardar 24 horas para a primeira avaliação médica é perigoso, pois o nível de bilirrubina pode atingir níveis neurotóxicos muito antes disso.

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