Aloimunização Rh: Conduta na Gestante Sensibilizada

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 30a, G2P1C0A0, evolui para parto vaginal às 37 semanas e 5 dias, sem intercorrências. Em alojamento conjunto, foi observado que possui tipagem sanguínea A, Rh negativo, Coombs indireto positivo (anti-D), coletado na admissão ao parto, e seu recém-nascido apresenta tipagem sanguínea A, Rh positivo. Antecedentes obstétricos: pré-natal realizado em Unidade Básica de Saúde com nove consultas, Coombs indireto no início do pré-natal e com 28 semanas=negativos; refere ter feito Imunoglobulina anti-Rh no puerpério imediato da primeira gestação e às 32 semanas dessa gestação.A CONDUTA É:

Alternativas

Pérola Clínica

Coombs indireto positivo anti-D em puérpera Rh- com RN Rh+ → mãe sensibilizada, não indicar imunoglobulina.

Resumo-Chave

A presença de Coombs indireto positivo (anti-D) na admissão ao parto, mesmo com profilaxia prévia, indica que a mãe já está sensibilizada. Nesses casos, a imunoglobulina anti-Rh pós-parto não é indicada, e o foco deve ser o monitoramento e tratamento do recém-nascido para doença hemolítica.

Contexto Educacional

A aloimunização Rh é uma condição que ocorre quando uma gestante Rh negativo é exposta a eritrócitos Rh positivo, geralmente do feto, desenvolvendo anticorpos anti-Rh. É uma das principais causas de doença hemolítica perinatal (DHP), que pode levar a anemia fetal grave, hidropsia e óbito. A profilaxia com imunoglobulina anti-Rh é crucial para prevenir a sensibilização. O diagnóstico de sensibilização é feito pelo Coombs indireto positivo. Se uma gestante Rh negativo tem Coombs indireto positivo, significa que ela já produziu anticorpos. Nesses casos, a imunoglobulina anti-Rh não é mais eficaz para prevenir a sensibilização, pois esta já ocorreu. O foco da conduta muda para o monitoramento fetal e neonatal, visando identificar e tratar a DHP. A conduta para a gestante sensibilizada envolve o acompanhamento rigoroso da gestação, com ultrassonografias seriadas para avaliar sinais de anemia fetal (como aumento da velocidade do pico sistólico da artéria cerebral média) e, se necessário, transfusões intrauterinas. No pós-parto, o recém-nascido deve ser avaliado para DHP, com exames como Coombs direto e dosagem de bilirrubinas, para instituir tratamento como fototerapia ou exsanguineotransfusão.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de sensibilização Rh em gestantes?

A sensibilização Rh é detectada principalmente pelo Coombs indireto positivo, que indica a presença de anticorpos anti-Rh no sangue materno. Clinicamente, a gestante pode ser assintomática, mas o feto pode desenvolver anemia.

Qual a conduta inicial para um recém-nascido de mãe sensibilizada Rh?

O recém-nascido de mãe sensibilizada Rh deve ter o grupo sanguíneo e Rh, Coombs direto e bilirrubinas avaliados ao nascimento. O manejo pode incluir fototerapia e, em casos graves, exsanguineotransfusão.

Quando a imunoglobulina anti-Rh não deve ser administrada?

A imunoglobulina anti-Rh não deve ser administrada quando a mãe já está sensibilizada, ou seja, quando o Coombs indireto é positivo para anti-D. Ela é uma medida profilática, não terapêutica.

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