UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021
Sobre os cuidados pré-operatórios é correto afirmar o seguinte
Alimentação precoce em cirurgias abdominais com anastomoses é segura e acelera a recuperação pós-operatória.
As práticas pré e pós-operatórias evoluíram significativamente, com foco na recuperação acelerada (protocolos ERAS). A alimentação precoce em cirurgias abdominais, mesmo com anastomoses, é segura e benéfica, pois estimula a motilidade intestinal, reduz o íleo pós-operatório e melhora o estado nutricional do paciente. Outras práticas como tricotomia apenas se necessária e imediatamente antes da cirurgia, antissepsia do centro para a periferia e administração de antibiótico profilático 30-60 minutos antes da incisão são fundamentais para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico.
Os cuidados pré-operatórios são um conjunto de medidas essenciais para otimizar as condições do paciente antes de uma cirurgia, visando reduzir riscos e melhorar os resultados pós-operatórios. Essas práticas abrangem desde a preparação da pele até a profilaxia de infecções e o manejo nutricional. A adesão a protocolos baseados em evidências, como os ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), tem demonstrado benefícios significativos. A tricotomia, se necessária, deve ser feita com cautela e no momento certo para evitar microlesões que aumentam o risco de infecção. A assepsia da pele segue um padrão rigoroso, do centro para a periferia, para garantir a máxima redução da carga microbiana no local da incisão. A antibioticoprofilaxia é crucial em cirurgias com risco de infecção, devendo ser administrada no tempo correto para ser eficaz. No pós-operatório, a alimentação precoce, mesmo em cirurgias abdominais com anastomoses, é uma prática que tem ganhado força. Contrariando antigas crenças, estudos mostram que a reintrodução precoce da dieta oral é segura, estimula a função intestinal, diminui o tempo de internação e melhora o conforto do paciente, sendo um pilar dos protocolos de recuperação acelerada.
A tricotomia (remoção de pelos) deve ser realizada apenas se a presença de pelos interferir no campo cirúrgico. Quando necessária, deve ser feita o mais próximo possível da cirurgia (idealmente, imediatamente antes) e preferencialmente com máquina elétrica, não com lâmina, para minimizar microlesões na pele e reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico.
A aplicação da substância antisséptica deve ser realizada do centro para a periferia do campo operatório, em movimentos circulares, sem retornar à área já limpa. Isso garante que a área mais limpa (incisão) seja tratada primeiro e evita a contaminação de volta para o centro.
O antibiótico profilático deve ser administrado em dose única intravenosa 30 a 60 minutos antes da incisão da pele, para que atinja concentrações teciduais adequadas no momento da cirurgia. Em procedimentos mais longos, doses adicionais podem ser necessárias.
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