UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2022
Assinale a afirmativa correta sobre a estratégia de alimentação em cirurgias colorretais eletivas.
Alimentação oral precoce em cirurgias colorretais eletivas → ↓ mortalidade e complicações graves.
A introdução precoce da alimentação oral em pacientes submetidos a cirurgias colorretais eletivas é uma prática recomendada pelos protocolos ERAS. Essa estratégia visa minimizar o catabolismo, preservar a função intestinal e reduzir o risco de complicações infecciosas e não infecciosas, acelerando a recuperação pós-operatória.
A nutrição perioperatória é um pilar fundamental na recuperação de pacientes submetidos a cirurgias colorretais eletivas. Historicamente, o jejum prolongado era uma prática comum, mas evidências atuais, especialmente com a ascensão dos protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), demonstram que a alimentação oral precoce é superior e deve ser incentivada. Essa abordagem visa mitigar o estresse metabólico cirúrgico, preservar a integridade da barreira intestinal e otimizar a resposta imunológica. A introdução de líquidos claros e, progressivamente, de uma dieta sólida nas primeiras horas ou dias após a cirurgia, quando tolerado, tem demonstrado reduzir significativamente a incidência de complicações pós-operatórias, como infecções, íleo paralítico prolongado e deiscência de anastomose. Além disso, contribui para uma menor permanência hospitalar e uma recuperação mais rápida e eficaz do paciente. A composição da dieta deve ser balanceada, com foco em proteínas para a cicatrização e carboidratos para energia, evitando grandes quantidades de lipídios inicialmente. Para residentes, é crucial compreender que a alimentação precoce não é apenas uma questão de conforto, mas uma intervenção terapêutica ativa que impacta diretamente o prognóstico. A avaliação da tolerância oral e a monitorização de sinais de íleo ou intolerância são essenciais para uma implementação segura e eficaz, sempre dentro de um plano de cuidados individualizado e multidisciplinar.
A alimentação oral precoce reduz a mortalidade, diminui a incidência de complicações graves, acelera a alta hospitalar e melhora o bem-estar do paciente, além de preservar a função intestinal.
Os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) são um conjunto de medidas perioperatórias baseadas em evidências para otimizar a recuperação. A nutrição oral precoce é um pilar fundamental desses protocolos, visando minimizar o estresse cirúrgico e promover a recuperação.
O jejum prolongado pode levar a um estado catabólico, disfunção da barreira intestinal, aumento do risco de infecções, íleo pós-operatório prolongado e atraso na recuperação geral do paciente.
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