UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Lactente do sexo feminino, 5m15dias, nascida a termo (IG = 38 semanas), sem complicações no período perinatal, PN=3300g, Apgar 9/9, hígida, em aleitamento materno exclusivo é trazida à consulta pediátrica a fim de serem esclarecidos sobre como se dará a transição alimentar. Sobre a alimentação complementar aos 6 meses, analise as afirmativas abaixo.I. Deverá ser mantida em aleitamento materno complementado e iniciar as frutas (amassadas ou raspadas), bem como a primeira papa principal de misturas múltiplas (almoço ou jantar) e oferta de água potável no intervalo das refeições.II. Sal e açúcar de adição deverão ser evitados no 1º ano de vida.III. Em caso de pouca aceitação pelo bebê, os alimentos poderão ser peneirados ou liquidificados a fim de garantir bom ganho ponderal.IV. Sucos devem ser estimulados, pois são fontes de calorias e promovem a hidratação adequada do bebê.V. Ao completar os 6 meses de vida, além de iniciar a alimentação complementar, a lactente deverá iniciar suplementação de ferro na dose de 1mg/kg/dia de ferro elementar, mantendo até o 24º mês de vida.A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
Alimentação complementar aos 6 meses → manter AM, iniciar frutas/papinhas, evitar sal/açúcar/sucos, suplementar ferro.
A alimentação complementar deve ser introduzida aos 6 meses de vida, mantendo o aleitamento materno. Os alimentos devem ser oferecidos em consistência adequada (amassados, raspados ou em pedaços pequenos), evitando-se peneirar ou liquidificar para estimular o desenvolvimento oromotor. É crucial evitar sal, açúcar e sucos no primeiro ano de vida, e iniciar a suplementação de ferro.
A introdução da alimentação complementar é um marco crucial no desenvolvimento do lactente, ocorrendo idealmente aos 6 meses de idade, quando o bebê apresenta sinais de prontidão fisiológica e neurológica. É fundamental que o aleitamento materno seja mantido e complementado pelos novos alimentos, e não substituído. As diretrizes atuais enfatizam a oferta de uma variedade de alimentos in natura, ricos em nutrientes, para garantir um crescimento e desenvolvimento adequados. Os alimentos devem ser oferecidos em consistência adequada à idade, começando por amassados ou raspados, e progredindo para pedaços pequenos, estimulando a mastigação e a aceitação de diferentes texturas. É expressamente recomendado evitar a adição de sal e açúcar nos alimentos do bebê durante o primeiro ano de vida, devido aos riscos de sobrecarga renal e de desenvolvimento de hábitos alimentares inadequados. Sucos, mesmo naturais, devem ser evitados, priorizando a fruta in natura e a água potável nos intervalos das refeições. A suplementação de ferro é uma medida preventiva essencial, especialmente para lactentes em aleitamento materno exclusivo, que esgotam suas reservas de ferro por volta dos 6 meses. A dose recomendada é de 1mg/kg/dia de ferro elementar, mantida até os 24 meses de vida, para prevenir a anemia ferropriva, uma condição comum e com impactos negativos no desenvolvimento cognitivo e motor da criança. A orientação adequada aos pais sobre a introdução alimentar e a suplementação é vital para a saúde infantil.
A alimentação complementar deve ser iniciada aos 6 meses de idade, com alimentos amassados, raspados ou em pequenos pedaços, para estimular a mastigação e a aceitação de diferentes texturas. Evitar liquidificar ou peneirar.
Sim, a suplementação de ferro elementar na dose de 1mg/kg/dia é recomendada a partir dos 6 meses de vida para lactentes nascidos a termo e em aleitamento materno exclusivo, mantendo até os 24 meses, para prevenir anemia ferropriva.
No primeiro ano de vida, deve-se evitar a adição de sal e açúcar aos alimentos, bem como a oferta de sucos. Mel também é contraindicado antes de 1 ano devido ao risco de botulismo.
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