SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Com relação à alimentação infantil, assinale a alternativa correta.
Após 1 ano, ↓ velocidade crescimento → ↓ apetite e neofobia alimentar são fisiológicos.
A diminuição do apetite e a recusa alimentar em crianças após 1 ano são fenômenos fisiológicos, muitas vezes relacionados à desaceleração do crescimento e ao desenvolvimento da autonomia e seletividade alimentar.
A alimentação infantil é um tema crucial na pediatria, abrangendo desde o aleitamento materno exclusivo até a introdução da alimentação complementar e o desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis. Compreender as fases do desenvolvimento alimentar é essencial para orientar pais e identificar possíveis problemas nutricionais ou comportamentais. Após o primeiro ano de vida, é comum observar uma redução no apetite da criança e uma maior seletividade alimentar, fenômeno conhecido como neofobia alimentar. Essa mudança é fisiológica e está diretamente relacionada à desaceleração da velocidade de crescimento, que diminui a demanda calórica. Além disso, a criança desenvolve maior autonomia e percepção sensorial, tornando-se mais atenta aos detalhes dos alimentos. É importante que os profissionais de saúde tranquilizem os pais, explicando que essa fase é normal e que a criança geralmente regula sua ingestão calórica ao longo do dia. A abordagem deve focar em oferecer uma dieta variada e equilibrada, sem forçar a alimentação, e em criar um ambiente positivo nas refeições. A persistência na oferta de novos alimentos e o exemplo familiar são estratégias eficazes para promover hábitos alimentares saudáveis a longo prazo.
Após o primeiro ano, a velocidade de crescimento da criança desacelera significativamente em comparação com o primeiro ano de vida, resultando em uma menor demanda energética e, consequentemente, uma redução fisiológica do apetite.
Neofobia alimentar é a recusa em experimentar novos alimentos. É comum em crianças pequenas, especialmente a partir de 1 ano, e pode ser uma fase normal do desenvolvimento, relacionada à autonomia e à percepção sensorial dos alimentos.
Os pais devem oferecer uma variedade de alimentos saudáveis de forma consistente, sem pressão, permitindo que a criança explore e decida a quantidade. Criar um ambiente positivo durante as refeições e envolver a criança na preparação pode ajudar.
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