Reanimação Neonatal: Próximo Passo em Asfixia Perinatal

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Primigesta de 40 anos, idade gestacional de 36 semanas, e com história de pré-eclampsia, é atendida no pronto-socorro com queixa de sangramento e dor em baixo ventre. Após avaliação inicial, foi evidenciado descolamento prematuro de placenta e indicada cesárea de urgência. Ao nascimento, observa-se que o recém-nascido (RN) está hipotônico e não respira. É realizado clampeamento imediato do cordão e o RN é conduzido à mesa de reanimação. Os passos iniciais são realizados, mas o recém-nascido continua com frequência cardíaca inaudível. O próximo passo apropriado é:

Alternativas

  1. A) Aplicar ventilação com pressão positiva (VPP).
  2. B) Monitorar os sinais vitais e aguardar a respiração espontânea.
  3. C) Iniciar compressões torácicas imediatamente.
  4. D) Administrar adrenalina.
  5. E) Realizar intubação orotraqueal.

Pérola Clínica

RN não respira + FC inaudível após passos iniciais → iniciar VPP imediatamente.

Resumo-Chave

Em um recém-nascido que não respira e apresenta frequência cardíaca inaudível após os passos iniciais da reanimação, a ventilação com pressão positiva (VPP) é a intervenção mais crucial e imediata. A prioridade é estabelecer uma ventilação pulmonar eficaz para oxigenar o sangue e, consequentemente, melhorar a função cardíaca.

Contexto Educacional

A reanimação neonatal é um conjunto de procedimentos essenciais para recém-nascidos que não iniciam a respiração espontaneamente ou apresentam sinais de asfixia perinatal ao nascimento. Condições como descolamento prematuro de placenta, pré-eclâmpsia grave e prematuridade aumentam o risco de depressão neonatal, exigindo uma equipe preparada e um protocolo bem definido. O algoritmo de reanimação neonatal prioriza a ventilação como a intervenção mais crítica. Após os passos iniciais (aquecimento, posicionamento da via aérea, aspiração se necessária, secagem e estimulação), se o recém-nascido não respira ou tem gasping, ou se a frequência cardíaca é inferior a 100 bpm, a ventilação com pressão positiva (VPP) deve ser iniciada imediatamente. A VPP eficaz é fundamental para expandir os pulmões, promover a troca gasosa e corrigir a hipoxemia e acidose, que são as principais causas de bradicardia neonatal. Somente após 30 segundos de VPP eficaz, se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm, as compressões torácicas são adicionadas. A administração de adrenalina é reservada para casos em que a FC ainda é < 60 bpm após 30 segundos de VPP e 30 segundos de compressões torácicas eficazes. O domínio da sequência e das indicações de cada passo é vital para o sucesso da reanimação e para a redução da morbimortalidade neonatal.

Perguntas Frequentes

Qual a sequência correta de intervenções na reanimação neonatal após os passos iniciais?

Após os passos iniciais (aquecer, posicionar, aspirar se necessário, secar e estimular), se o RN não respira ou tem gasping, ou se a FC é < 100 bpm, o próximo passo é iniciar a ventilação com pressão positiva (VPP).

Quando as compressões torácicas são indicadas na reanimação neonatal?

As compressões torácicas são indicadas se a frequência cardíaca do recém-nascido permanecer abaixo de 60 batimentos por minuto, APÓS 30 segundos de ventilação com pressão positiva (VPP) eficaz.

Por que a ventilação é a prioridade na reanimação de um recém-nascido com FC inaudível?

Na maioria dos casos de bradicardia ou assistolia neonatal, a causa primária é a asfixia, que leva à hipóxia e acidose. Estabelecer uma ventilação pulmonar eficaz é crucial para corrigir a hipóxia e acidose, que são os principais fatores que deprimem a função cardíaca.

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