FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma das condições médicas de mais difícil suspeição clínica e diagnóstico. Pacientes com TEP podem se apresentar com uma miriade de sinais e sintomas, desde dor torácica inespecífica até franco choque obstrutivo. Sendo assim, faz-se necessário o auxílio de escores de probabilidade pré-teste conjugados com exames séricos e de imagem. Um dos escores mais utilizados é o de Wells e entre as propedêuticas complementares mais comuns estão o d-dímero e a angiotomografia (angioTC) de tórax. Ademais, mais recentemente, foi validado o escore PERC (Pulmonary Embolism Rule-Out Criteria), que pode ser utilizado em conjunto com o Wells em certos cenários clínicos. Assinale a alternativa CORRETA que apresenta as condutas aplicadas para cada escore de Wells.
TEP: Wells 0-1 → PERC; Wells 2-6 → d-dímero; Wells ≥7 → AngioTC.
O algoritmo diagnóstico para TEP utiliza escores de probabilidade pré-teste como o de Wells para guiar a investigação. A conduta varia conforme a pontuação, escalonando de critérios de exclusão (PERC) para exames laboratoriais (d-dímero) e, finalmente, para exames de imagem definitivos (angioTC).
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é um desafio diagnóstico devido à sua apresentação clínica inespecífica. Para otimizar a investigação e evitar exames desnecessários, são utilizados algoritmos baseados em escores de probabilidade pré-teste, como o escore de Wells. Este escore ajuda a classificar os pacientes em baixa, intermediária ou alta probabilidade de TEP, direcionando as próximas etapas diagnósticas. Para pacientes com baixa probabilidade (Wells 0 ou 1), o escore PERC (Pulmonary Embolism Rule-Out Criteria) pode ser aplicado. Se todos os 8 critérios PERC forem negativos, o TEP pode ser excluído com segurança, evitando a necessidade de d-dímero. Para pacientes com probabilidade intermediária (Wells 2 a 6), a solicitação de d-dímero é a próxima etapa; um resultado negativo praticamente exclui TEP, enquanto um resultado positivo exige investigação por imagem. Já para pacientes com alta probabilidade clínica (Wells ≥ 7), a angiotomografia de tórax (angioTC) é o exame de escolha, pois o d-dímero teria um valor preditivo negativo limitado nesse cenário. A compreensão e aplicação correta desses algoritmos são cruciais para o manejo eficiente e seguro de pacientes com suspeita de TEP, minimizando riscos e otimizando recursos.
O escore de Wells estratifica a probabilidade pré-teste de TEP. Pontuações baixas (0-1) podem ser seguidas pelo escore PERC, pontuações intermediárias (2-6) geralmente requerem d-dímero, e pontuações altas (≥7) indicam a necessidade de angiotomografia de tórax.
O escore PERC é aplicado em pacientes com baixa probabilidade clínica de TEP (Wells 0-1) e que preenchem todos os critérios PERC negativos (idade < 50 anos, FC < 100 bpm, SatO2 ≥ 95%, sem hemoptise, sem uso de estrogênio, sem história de TEP/TVP, sem edema unilateral de MMII, sem cirurgia/trauma recente). Se todos os 8 critérios forem negativos, o TEP pode ser excluído sem d-dímero.
O d-dímero é um marcador de degradação da fibrina, útil para excluir TEP em pacientes com baixa a moderada probabilidade clínica (Wells 2-6). Um resultado negativo, em conjunto com baixa probabilidade clínica, torna o TEP improvável. No entanto, um d-dímero elevado não é específico para TEP e requer investigação adicional.
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