Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
O uso da dosagem do marcador biológico alfa-fetoproteína (AFP) para rastreamento ou diagnóstico do hepatocarcinoma somente apresenta como correta a alternativa:
AFP para HCC = baixa sensibilidade em lesões < 2cm e baixa especificidade em hepatites crônicas; não usar isoladamente.
A alfa-fetoproteína (AFP) tem baixa sensibilidade para detectar hepatocarcinoma em estágios iniciais (nódulos < 2 cm) e baixa especificidade, pois pode estar elevada em outras condições hepáticas benignas. Por isso, não é recomendada isoladamente para rastreamento ou diagnóstico do HCC.
O hepatocarcinoma (HCC) é uma das neoplasias malignas mais comuns e agressivas do fígado, frequentemente associada à cirrose hepática e infecções crônicas por hepatite B e C. O rastreamento de pacientes de risco é crucial para o diagnóstico precoce, que melhora significativamente o prognóstico. A alfa-fetoproteína (AFP) tem sido historicamente utilizada como um marcador tumoral para o HCC. No entanto, a dosagem da AFP apresenta limitações importantes. Sua sensibilidade para o diagnóstico presuntivo do hepatocarcinoma é baixa, especialmente em lesões iniciais (nódulos menores que 2 cm), o que significa que muitos casos de HCC em estágio curável podem não ser detectados por este marcador. Além disso, sua especificidade também é baixa, pois níveis elevados de AFP podem ser encontrados em outras condições benignas do fígado, como hepatites crônicas e cirrose, levando a falsos positivos. Devido a essas limitações, as diretrizes atuais não recomendam o uso da AFP isoladamente para rastreamento ou diagnóstico do hepatocarcinoma. O rastreamento deve ser realizado principalmente com exames de imagem, como a ultrassonografia abdominal, a cada 6 meses em populações de risco. A AFP pode ser utilizada como um marcador complementar, mas a decisão diagnóstica e terapêutica não deve se basear apenas em seus níveis.
A principal limitação é sua baixa sensibilidade para detectar o hepatocarcinoma em estágios iniciais, especialmente em nódulos menores que 2 cm, o que pode levar a falsos negativos e atraso no diagnóstico.
A AFP pode estar elevada em outras condições hepáticas não malignas, como hepatites crônicas (B e C), cirrose e até mesmo na gravidez, o que pode gerar falsos positivos e dificultar a distinção do HCC.
As diretrizes atuais recomendam o rastreamento do hepatocarcinoma em pacientes de risco (cirrose, hepatite B crônica) com exames de imagem (ultrassonografia) a cada 6 meses, e a AFP pode ser usada como um marcador complementar, mas não isoladamente.
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