Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
Quanto ao uso da dosagem do marcador biológico alfa-fetoproteína (AFP) para o hepatocarcinoma somente apresenta como correta a alternativa abaixo indicada referente à sobrevida.
AFP ↑ em 50-70% dos hepatocarcinomas; níveis normais = maior sobrevida.
A alfa-fetoproteína (AFP) é um marcador tumoral importante para o hepatocarcinoma, estando elevada em uma parcela significativa dos pacientes. Seus níveis séricos fornecem informações prognósticas, sendo que pacientes com níveis normais de AFP no diagnóstico tendem a ter uma sobrevida maior.
A alfa-fetoproteína (AFP) é um glicoproteína produzida principalmente pelo fígado fetal e saco vitelino. Em adultos, seus níveis séricos são geralmente muito baixos. No contexto do hepatocarcinoma (HCC), a AFP é um dos marcadores tumorais mais estudados e utilizados, especialmente em pacientes com cirrose hepática, que são de alto risco para desenvolver a doença. Embora a AFP seja um marcador importante, sua sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de HCC não são ideais, com elevação observada em 50% a 70% dos casos. Isso significa que um resultado normal não exclui o diagnóstico, e um resultado elevado pode ocorrer em outras condições hepáticas benignas. No entanto, a AFP é crucial para o rastreamento em populações de risco e para o monitoramento da resposta ao tratamento. Do ponto de vista prognóstico, a AFP é um indicador valioso. Níveis séricos normais de AFP em pacientes com HCC estão associados a um melhor prognóstico e maior sobrevida, enquanto níveis persistentemente elevados ou em ascensão indicam doença mais agressiva ou progressão. Portanto, a interpretação da AFP deve sempre ser feita em conjunto com exames de imagem e o quadro clínico geral do paciente.
A alfa-fetoproteína (AFP) está elevada no soro em cerca de 50% a 70% dos pacientes com hepatocarcinoma, o que indica que não é um marcador universal, mas é útil em muitos casos.
Sim, a AFP fornece informações prognósticas. Pacientes com hepatocarcinoma que apresentam níveis séricos normais de AFP no diagnóstico geralmente têm uma sobrevida maior em comparação com aqueles com níveis elevados.
Além do hepatocarcinoma, a AFP pode estar elevada em outras condições como cirrose hepática, hepatite crônica, tumores de células germinativas (testículo, ovário) e em gestantes.
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