Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2024
Durante seu plantão na enfermaria de pediatria você precisa fazer uma avaliação de uma criança de 2 anos de idade que está com dreno de tórax devido a um empiema e será submetido a uma decorticação pulmonar, e as medicações pré-anestésicas deverão ser administradas por você. A mãe relata que o paciente não tolera o uso de benzodiazepínicos, que quando administrados causam “efeito contrário”. Você opta pelo uso de um alfa-2-agonista como medicação pré-anestésica. Assinale a alternativa que apresenta que apresenta a justificativa da sua escolha por um alfa-2-agonista:
Alfa-2-agonistas (dexmedetomidina, clonidina) em pediatria → sedação e analgesia, úteis como pré-anestésicos.
Alfa-2-agonistas como a dexmedetomidina e a clonidina são excelentes opções para medicação pré-anestésica em pediatria, pois proporcionam tanto sedação quanto analgesia, além de estabilidade hemodinâmica e redução da necessidade de outros anestésicos. São particularmente úteis em pacientes com intolerância ou efeitos paradoxais a benzodiazepínicos.
A medicação pré-anestésica em pediatria é fundamental para reduzir a ansiedade da criança e dos pais, facilitar a indução anestésica e proporcionar um despertar mais tranquilo. A escolha do agente ideal deve considerar a idade do paciente, o tipo de procedimento, comorbidades e a resposta individual a medicamentos. Benzodiazepínicos, como o midazolam, são frequentemente usados, mas podem causar efeitos paradoxais em algumas crianças, resultando em agitação e irritabilidade em vez de sedação. Nesse contexto, os alfa-2-agonistas, como a dexmedetomidina e a clonidina, emergem como excelentes alternativas. Eles atuam nos receptores alfa-2 adrenérgicos no sistema nervoso central, resultando em sedação, ansiólise, analgesia e estabilidade hemodinâmica. A dexmedetomidina, em particular, é altamente seletiva para esses receptores, o que lhe confere um perfil de segurança favorável, com menor risco de depressão respiratória em comparação com os benzodiazepínicos e opioides. Além de sua eficácia na sedação e analgesia pré-operatória, os alfa-2-agonistas também podem reduzir a necessidade de anestésicos inalatórios e opioides durante a cirurgia, contribuindo para uma recuperação mais rápida e com menos efeitos adversos. Sua capacidade de atenuar a resposta ao estresse cirúrgico e diminuir a incidência de delírio de emergência pós-operatório os torna valiosos na prática anestésica pediátrica, especialmente em pacientes com histórico de reações adversas a outras classes de sedativos.
Os alfa-2-agonistas, como a dexmedetomidina e a clonidina, oferecem sedação, analgesia, ansiólise e estabilidade hemodinâmica. Eles também reduzem a necessidade de outros anestésicos e podem diminuir a incidência de delírio de emergência pós-operatório em crianças.
Crianças podem apresentar um efeito paradoxal aos benzodiazepínicos, manifestando agitação ou agressividade em vez de sedação. Os alfa-2-agonistas atuam por um mecanismo diferente, proporcionando sedação e analgesia de forma mais previsível e segura nesses casos.
Os principais alfa-2-agonistas são a clonidina e a dexmedetomidina. Ambos são usados para sedação, analgesia e como adjuvantes anestésicos, sendo a dexmedetomidina mais seletiva e com menor risco de hipotensão e bradicardia em doses terapêuticas.
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